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O Forte da Igrejinha é situado no final da Avenida Atlântica (Posto 6) junto a Praça Eugênio Franco.
Local: Posto 6, Praia de Copacabana, Rio de Janeiro
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Última atividade: 10 Jan
O Forte da Igrejinha é situado no final da Avenida Atlântica (Posto 6) junto a Praça Eugênio Franco.
A transferência da capital do Brasil para a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1763, provocou a necessidade de serem reforçadas as defesas da Baía da Guanabara, através das Fortificações de Artilharia.
Seis anos depois, foi iniciada a instalação de um Forte na "Ponta da Igrejinha", em Copacabana, nome pelo qual era conhecido o promontório onde hoje se situa o Forte de Copacabana.

Depois de várias tentativas não concluídas o projeto só foi retomado em 1908, com o lançamento da pedra fundamental, enterrada junto a uma caixa lacrada contendo coleções de selos nacionais, moedas de ouro, de prata, de níquel, de cobre e jornais do dia.
Construído no promontório da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, sempre viveu ligado à santa, cujas origens remontam ao antigo Império Inca e ao Santuário da Virgem do Lago da Titicaca, na Bolívia.
O Coronel Eugênio Franco, militar brasileiro, quando ainda era major de engenharia, em 1908, foi o presidente da comissão de construção do Forte de Copacabana. Para a construção do Forte, foi demolida a Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, que deu origem ao nome do bairro.


A execução da obra demorou 6 anos e 9 meses (1908-1914) e utilizou mais de 2 mil operários civis. Eugênio Francomodernizou a planta de locação de baterias, dotando o Forte com os canhões mais potentes da época.

O armamento fabricado pela Krupp e trazido da Alemanha pela marinha Brasileira, foi transportado em 6.414 volumes, guindastes elétricos de 80 toneladas desembarcaram os canhões, que foram instalados em quatro cúpulas. Uma, com dois canhões de 305 mm, com alcance máximo de 23 Km, outra, com dois canhões de 190 mm, com máximo de 18 Km e mais duas, com um canhão de 75 mm cada, com alcance máximo de 7 Km. O forte ocupa uma área total de 114.169 m².

A energia elétrica necessária à iluminação, aos movimentos das armas e ao sistema de ventilação era fornecida por uma usina composta de dois grupos eletrogêneos contruidos pela AEG, alemã. Protegidos por uma casamata (subterrâneo) abobadada, de 40 mil metros cúbicos, com muralhas externas voltadas para o mar de 12 metros de largura, os militares podiam enfrentar o inimigo durante semanas, isolados do exterior. Essa construção, dificultada pelas condições do terreno e do mar, e agravada pelo tamanho e peso do armamento, representou um desafio para as engenharias militares brasileira e alemã.

O fato mais marcante da história do Forte foi o Movimento Tenentista, ocorrido em 1922 (veja a história completa na página da Rua Cinco de Julho). Liderados pelos tenentes Antonio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes, um grupo de jovens militares rebelou-se contra a República Velha. O episódio deu início à revolução dos Tenentes - ou Tenentista que estendeu-se até 1929 em várias partes do Brasil.
O Forte de Copacabana caracterizou-se por possuir traços peculiares que marcaram sua história.
A Fortificação foi ocupada, sucessivamente, por seis Baterias de Artilharia, até a instalação, em 23 de outubro de 1934, do 3o. Grupo de Artilharia da Costa (3o. GACos).
Seus modernos canhões, dotados de grande potência de fogo e avançada tecnologia fizeram-no, por muito tempo, baluarte de defesa da entrada da Baía de Guanabara.
Suas atividades, voltadas para a procura de novas técnicas e para o aprimoramento da instrução militar viabilizaram a execução das primeiras Escolas de Fogo, que foram realizadas a partir de 1935, além de ser o pioneiro, no Brasil, em exercícios noturnos de levantamento de rota com apoio de holofotes, em 1937.
Em 1936 foi inaugurado na praça um monumento em homegagem a Siqueira Campos, de autoria de H. Bertazoni com baixos relevos de José Rangel e I. Paraná trata-se de uma herma em bronze sobre um pedestal revestido em granito, atrás da herma encontra-se uma placa em mármore na qual está incrustada um alto relevo em bronze.



"O Cruzeiro - 10 de abril de 1964 - Edição extra
Os 40 do Forte
Tomada do Forte de Copacabana foi decisiva para a vitória da revolução
Em 1º de abril de 1964, o dia não é de brincadeiras. Assim, quando um grupo de carros particulares parou defronte à entrada do Forte de Copacabana e dêles saltaram quarenta oficiais armados, todo mundo viu logo que era “pra valer”. Principalmente o repórter de “O Cruzeiro”, que se encontrava numa janela do 3º andar do edifício onde funciona a TV Rio. Eram 12 horas e 30 minutos.
Vinte oficiais da Escola do Estado-Maior do Exército e vinte da Escola Superior de Guerra, chefiados pelo Coronel César Montanha de Sousa, tomaram pouco depois do meio-dia de 1º de abril, o Forte de Copacabana. A dramática operação foi considerada decisiva para a vitória das fôrças que se opunham ao Presidente Goulart. Chegando ao forte num grupo de carros particulares, os oficiais invadiram, atirando, o QG. Um oficial foi atingido na barriga. Imediatamente, uma ambulância do Hospital Miguel Couto, que acompanhara os carros, levou o ferido. Os outros se encaminharam para o portão do Forte, gritando: “Não atirem. São dos nossos!” O portão se abriu, houve apertos de mão e continências. Estava configurada a posição revolucionária do Forte de Copacabana."
Com a desativação do Forte em 1986 ele se torna sede do Museu Histórico do Exército.
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