A existência deste espaço preservado remonta ao século XVIII, quando
constituia-se parte da servidão de um Forte Militar mandado erguer no
topo da Pedra do Leme, entre os bairros de Botafogo e Copacabana,
pelo Marquês do Lavradio, então Vice-Rei do Brasil.
Desta Fortaleza, cujas obras foram concluídas por volta de 1769,
restam apenas os arcos sob os quais transitam veículos advindos
do bairro de Botafogo. No local hoje situa-se a Vila Militar da
Babilônia, no alto da
Ladeira do Leme.
Era uma área estratégica para o Brasil colônia, quando foi construído
no local o Forte do Leme, para guardar a cidade das invasões que
aportassem na praia e que de lá teriam acesso pela
Ladeira do Leme
ou pelo Humaitá, no morro da Saudade.

vista panorâmica do alto do parque - clique para ver a imagem ampliada - 185Kb
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Possuía também quatro fontes de água para abastecer as chácaras
de Copacabana.
Esse terreno ficou sob a guarda do Exército até 1950, quando a
Prefeitura em acordo com os militares encampou toda a área para criação
e preservação do Parque da Chacrinha.
Em 1965, no governo Negrão de Lima, foram removidos os favelados
que ocupavam o local. Depois o Parque caiu no abandono e servia
de lixeira e depósito de carros alegóricos. |
Em 1983, através da Associação dos Moradores da Praça Cardeal Arcoverde, o prefeito Marcello Alencar começou a reconstrução do Parque, sendo reinaugurado em 1985.
Nessa época foi plantado um espécime raro, a Eugenia
Copacabanensis, araçá de praia, planta nativa de
Copacabana que
havia desaparecido com a urbanização do bairro.
Está, desde 1988, sob a administração da Fundação Instituto Estadual de Florestas-IEF, que pretendia instalar um orquidário (onde encontramos espécies raras como a Epidendrum Ammophilum) e um troquilidário (viveiro de beija-flores), borboletário e um viveiro de peixes ornamentais. No jardim, logo à entrada do Parque da Chacrinha foi montado um relógio de sol.