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Avenida Rainha Elizabeth da Belgica
CEP:
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A Avenida Rainha Elizabeth da Belgica começa na
Avenida Atlântica (Copacabana) e termina na Avenida Vieira Souto
(Ipanema).
Aberta pelo
Barão de Ipanema, seu primeiro nome era
Rua Dr. Pires de Almeida. Em seguida foi
denominada Rua Valadares, em homenagem ao
prefeito Henrique Valadares. |
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Elisabeth Gabrielle Vallerie Marie, era filha do Duque da Baviera e da Duquesa de Bragança. Em 1900, casou-se com o Príncipe Alberto da Bélgica, que subiu ao trono em 1909.
Dotada de grande simplicidade e bondade, conquistou a afeição de seu povo pela coragem que demonstrou durante a 1ª Guerra Mundial. Após o conflito, dedicou-se a diversas atividades: artísticas, filantrópicas e científicas.
Rainha Elizabeth e o Rei Alberto I, da Bélgica, visitaram o Brasil em setembro de 1920, durante o governo de Epitácio Pessoa e o casal Real hospedou-se no, hoje, Hotel Guanabara, na Av. Presidente Vargas. O Rei Alberto I foi convidado a participar da Cerimônia de Inauguração da UFRJ em 07/09/1920(apenas um ato burocrático, uma vez que a UFRJ reuniria Faculdades isolada: Faculdade de Medicina, fundada por D. João em 1808, Escola Politécnica, uma continuação da Academia Real Militar, também fundada por D. João VI em 1810, e da Faculdade de Direito, sendo esta o resultado da união das duas faculdades livres que existiam, ambas criadas na República Velha).

Que venham as condecorações
Na chamada Velha República, as condecorações haviam sido banidas, por serem consideradas resquícios e símbolos da monarquia. Assim, não podiam mais ser exibidas nas solenidades oficiais.

Foram realizadas várias recepções, sendo que, no dia do banquete oficial oferecido aos visitantes no Palácio do Catete, o Rei belga deu a cada convidado uma condecoração. O secretário do rei comunicou, então, aos assessores do Presidente
Epitácio Pessoa, que o Rei Alberto ficaria muito ofendido se as condecorações não fossem usadas por todos na recepção que ocorreria naquela mesma noite.
O Presidente, apesar de saber do constrangimento por que passariam alguns dos convidados republicanos - que veriam, no uso das comendas, uma afronta aos princípios democráticos - ordenou com autoridade: - "Que venham com as condecorações!".
Após a trágica morte do Rei Alberto, em 1934, voltou-se para as artes. Criou, em 1937, o Concurso Musical Eugène-Ysaye, que, em 1950, passou a chamar-se Concurso Musical Internacional Rainha Elisabeth da Bélgica.
Depoimentos
"Durante a visita do Rei Alberto I, da Bélgica, ele quebrou alguns protocolos, o que ensejou aos compositores fazerem músicas sobre o fato, como "Alberto I Rei dos Belgas" de José Napolitano; "Pro Rei Alberto Ver", de Lourival de Carvalho; e "O Protocolo" de B. Silvestre. Temos os versos desta última." Miguel Ângelo de Azevedo
"O Rei Alberto
Ao pisar este solo
Mandou às favas
O protocolo
Conquistou logo
Com feliz maestria
Dos brasileiros
A simpatia.
Assim, Alberto Primeiro
Ao mundo inteiro
Deu uma lição
Mandou a etiqueta
Com pirueta
Lamber sabão
O Rei Alberto
É um homem de fato
Não tem orgulho
Nem espalhafato
Foi a insulta
Da mais alta
Deixar os repórteres
Espiando na esquina
Assim, Alberto Primeiro
Ao mundo inteiro
Deu uma lição
Mandou a etiqueta
Com pirueta
Lamber sabão
Comeu feijoada
E bebeu parati
Jogava no bicho
Não saía daqui
E se ele provasse
O angu da baiana
Então ficava
Mais uma semana
Assim, Alberto Primeiro
Ao mundo inteiro
Deu uma lição
Mandou a etiqueta
Com pirueta
Lamber sabão."
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