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Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, Rio de Janeiro 

A Avenida Ataulfo de Paiva começa na Avenida Visconde de Alburquerque e termina na Avenida Borges de Medeiros.

Tuite para os seus amigos: A Avenida Ataulfo de Paiva faz a ligação do Leblon com a zona Sul do Rio de Janeiro!

Avenida Ataulfo de Paiva

É a principal rua comercial do bairro do Leblon e onde se concentram lojas e edifícios comerciais com escritórios e consultórios de todos os tipos.

Você pode se interessar em pesquisar a lista de estabelecimentos comerciais clicando aqui.

Acima foto da época da construção do conjunto dos "Jornalistas", três edifícios, erguidos na Avenida Ataulfo de Paiva, número 50.

Por muito tempo foram os maiores prédios de toda Ipanema e Leblon.

Seus quinze andares constavam de cartas náuticas para orientar os navios que chegavam ao Porto do Rio de Janeiro.

De qualquer ponto das praias de Ipanema ou Leblon era possível avistá-los.

A foto foi feita em agosto de 1954, bem perto o dia em queGetúlio Vargasse suicidou. Os prédios ainda estavam em construção.

Ali era um grande terreno onde eram instalados parques e circos. O terreno ao lado, atual nº 80, na esquina da Avenida Afrânio de Mello Franco, também era usado com essa finalidade. Os parques e circos ficavam algum tempo e depois seguiam para outros endereços, com mais movimento. Nos fundos, próximo à Pedreira do Baiano, ficavam os cavalos e bodes que faziam a alegria da criançada nos finais de semana, nas charretes que ficavam às margens do canal do Jardim de Alah. Do outro lado da rua o Hotel Ipanema.

GeoLocalização:

Latitude, Longitude : (-22.98532880673597, -43.22656949999998)

CEP da Avenida Ataulfo de Paiva, Leblon, Rio de Janeiro:

 Confira a lista completa dos CEP do Leblon 

#Hashtag:

  • #ataulfodepaiva

Avenida Ataulfo de Paiva, Leblon

Cartório na Avenida Ataulfo de Paiva no Leblon

6º Ofício de Notas
Avenida Ataulfo de Paiva, 591
telefone: (21) 2274-2444

Restaurantes na região da Avenida Ataulfo de Paiva

  • Talho Capixaba - Avenida Ataulfo de Paiva 1022 Loja a-b, telefone 2512-8760

  • Pizzaria Guanabara - Avenida Ataulfo de Paiva, 1228 - telefone 2294-0797

  • Jobi - Avenida Ataulfo de Paiva, 1166 - telefone 2274-0547

  • Joe & Leo's Shopping Rio Design Leblon - Avenida Ataulfo de Paiva - telefone 3204-9347

  • Koni Store - Avenida Ataulfo de Paiva, 1174 - telefone 3502-3664

  • Cafeína - Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - telefone 2259-4224

  • Casa do Alemão - Avenida Ataulfo de Paiva, 644 - telefone 2540-7900

  • Big Polis - Av. Ataulfo de Paiva, 505 - telefone 2259-2597

  • Yoggi - Avenida Ataulfo de Paiva, 1166 - telefone 2529-2545

  • Álvaro's - Avenida Ataulfo de Paiva, 500 - telefone 2294-2148

A Lista e Reserva de Hotel e aluguel por temporada na região da  Avenida Ataulfo de Paiva

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Supermercado Disco na Avenida Ataulfo de Paiva, Leblon, Rio de Janeiro

Quem foi o Ataulfo de Paiva que deu nome a esta Avenida no Leblon?

Ataulfo de Paiva

Ataulfo Nápoles de Paiva, advogado, magistrado e orador, nasceu em São João Marcos, RJ, em 1o de fevereiro de 1867, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8 de maio de 1955. Eleito em 9 de dezembro de 1916 para a Cadeira 25, na sucessão de Artur Orlando na ABL, foi recebido em 23 de maio de 1918 pelo acadêmico Medeiros e Albuquerque.

Ainda estudante do primário, em Barra Mansa, redigiu A Aurora Barramansense. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau em 1887. Foi juiz municipal em Pindamonhangaba, São Paulo.

No Rio de Janeiro, ocupou os cargos de pretor, juiz do Tribunal Civil e Criminal e presidente da Corte de Apelação do então Distrito Federal. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal, presidiu o Conselho Nacional do Trabalho e representou o Brasil nos Congressos Internacionais de Assistência Pública e Privada de Paris e Milão.

Fez campanha pela sistematização das assistências pública e privada e sua aliança, sob a inspeção do Estado, encarregado oficialmente de fazer a história e estatística da assistência no Distrito Federal. Fundou a Liga Brasileira contra a Tuberculose, da qual foi presidente perpétuo, e que mais tarde foi denominada Fundação Ataulfo de Paiva. Criou o Preventório D. Amélia, naIlha de Paquetá, o primeiro do seu tipo no Brasil, e o serviço de Vacinação Antituberculosa BCG.

Foi presidente do Conselho Nacional de Serviço Social, presidente daComissão do Livro do Mérito e presidente da Academia Brasileira de Arte. Na Academia Brasileira de Letras, foi secretário-geral, de 1920 a 1922, e presidente em 1937. Era membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileira e da Academia Fluminense de Letras.

Obras: O Brasil no Congresso Internacional de Direito; Comparado de Paris (1900); Justiça e assistência: os novos horizontes (1916); Discursos na Academia (1944); Assistência pública e privada no Rio de Janeiro; Os loucos criminosos e os criminosos loucos; Discurso no centenário do Barão de Loreto.

A Academia

Autor: Ataulfo de Paiva

(Discurso de posse em 23 de maio de 1918)

[...]

E verdade é que a Academia só começou a ter definido e acentuado o seu relevo quando, por seu turno, entrou a ser invejada. O fenômeno aí está, perfeitamente caracterizado, para grande júbilo dos vossos ideais.

Nunca nos faltou nesta terra a aspiração de afeiçoar, congregar, de alguma sorte atrair, numa colaboração eficaz e conjunta, os elementos que despontavam e propendiam para o cultivo da literatura nacional. Tão obstante o sentimento de sociabilidade, sempre tênue e lasso, fugia a todos os esforços. Os grêmios de letras dispersavam-se e desapareciam, a maior parte das vezes, no meio da apatia e da descrença geral. Ninguém punha dúvidas, e mui naturalmente, como resultado da severa lógica dos fatos, nesta injustiça que por aí corre incontestada, de que, como em tudo o mais, nas questões literárias, o espírito associativo dos Brasileiros é totalmente nulo e não passa de um capricho efêmero e ocasional.

A Academia resistiu, com pujança admirável, a esse preconceito supersticioso. Não lhe faltaram, porém, dissabores e obstáculos. Durante os três primeiros lustros, sem embargo do devotamento dos seus fundadores, teve de suportar a triste situação da indiferença, que é um dos grandes males que friamente perpetram os incrédulos de todas as nossas obras coletivas.

Bem certo é que o vigoroso surto que ela ofereceu posteriormente só se acentuou melhor quando as vossas sábias deliberações começaram a ser apreciadas, discutidas, criticadas ou combatidas. Nem lhe faltaram, de par com as expressões zombeteiras dos irônicos, os balofas remoques e as chufas dos maliciosas, que nunca falham, mas que servem, insensivelmente, para excitar a ação orgânica e consciente das fortes e sinceras esperanças. A própria oposição à célebre e malsinada teoria dos expoentes, cuja criação se deve à inspirada intuição e ao poderoso sentimento confraterno do sr. Afrânio Peixoto, nunca passou de um pretexto e não passa mesmo de sintoma. Sabem todos que pelas mãos dos genuínos letrados é que penetram neste instituto aqueles que expressamente pertencem ou não à verdadeira república das letras. Certo, os últimos não se sentem exilados, porquanto desde que pisam a vossa passagem vestibular, defrontam justamente os compatrícios que no romance e na poesia conquistaram posição de escol e, na primeira linha, os recebem de braços aberto, e, fazendo-os encontrar neste recinto, como em seara abençoada, um amplo regaço de benevolência e de liberalidade.

Elevando-se ao grau a que atingiu, esta instituição, já agora admirada, querida e elogiada, entrou a realizar a sua função primordial: ser uma associação fundamentalmente representativa da cultura brasileira. A grandeza e o sucesso da Academia já eram, pois, um fato, e a vontade daqueles que granjeavam o seu glorioso convívio sobejamente se justificava, ainda antes do simpático movimento do milionário suficiente que, amando-a em recatado silêncio, pôde enriquecer-lhe o patrimônio financeiro num impulso raro e nobilíssimo.
 

(Discursos acadêmicos, vol. III, 1918.)

JUSTIÇA E ASSISTÊNCIA SOCIAL

Autor: Ataulfo de Paiva

...Certo, não é pequeno o risco de falar em nova Justiça, em Justiça moderna, em novos horizontes da Justiça, idéias que repugnam em princípio e parecem mesmo paradoxas. Virtude moral que implica o respeito aos direitos de outrem, a Justiça aparece como a forma suprema de um soberano poder absoluto . Ela consubstancia e representa a defesa completa, a proteção inteira e ilimitada contra o mal, a eqüidade e a reciprocidade conjugadas, o respeito à dignidade humana, o perfeito consórcio das grandes individualidades coletivas com os altos interesses de toda a humanidade. O que não é justo não é moral, o que não é moral não é justo, afirmou Dollfus. Assim considerada, a Justiça não tem e não pode ter gradações. Ela não depende de convenção, não está sujeita a contingências, a incertezas, a eventualidades.

Constituindo a firme e perpétua vontade de traçar as regras atributivas e distributivas do que pertence a cada um, a Justiça é, dos grandes elementos do espírito humano, o que maior dificuldade encerra para ser definido e classificado. A lei moral é universal, e, por conseguinte, erraria sempre quem pretendesse, com uma única fórmula e sob um único princípio abstrato, caracterizar os sentimentos complexos da noção comum, da concepção genérica da Justiça.

Nem a idéia matemática da igualdade, nem a da proporcionalidade, da equivalência, da reciprocidade, nem a idéia da harmonia e da beleza, nem a de identidade e de acordo de pensamento, nem a idéia mais larga da própria solidariedade, entrado de algum modo na ampla noção de Justiça, bastam para esgotar o seu conteúdo, tal a variedade de imagens, o calor, a força que a sua evocação desperta no espírito dos homens. Ligada às concepções éticas, políticas, filosóficas e religiosas, a noção da Justiça e da sua evolução através das idades ainda hoje resta sem precisão nos domínios da consciência social. Nenhuma sociedade pôde repousar sobre regras de conduta provisórias. Para assegurar a estabilidade, torna-se mister a fundação de preceitos e princípios que regulem e inspirem a vida comum. São as fórmulas do ilustre Tanon, que numa simples observação pretende justificar o asserto. De um lado, a pobreza da idéia de Justiça nos tempos primitivos reduzida às reparações grosseiras, às agressões violentas; do outro lado, essa mesma idéia, entre os povos civilizados, condenando as mínimas ofensas, saindo dos círculos da família e dos agrupamentos primitivos para se entender amplamente, revestindo um vasto caráter de completa generalidade.

Mas as idéias morais e de Justiça encontram ainda maiores dificuldades. A escola evolucionista faz decorrer o fundamento delas do princípio geral do progresso. Aqui está o ponto de partida das intermináveis e complicadas dissensões. Ao conjunto da evolução da vida social deve estar inteiramente ligado o da evolução do Direito. O desenvolvimento da vida individual e coletiva forma a cooperação social, e as formas diversas correspondem aos múltiplos modos do exercício das atividades individuais, isoladas combinadas ou associadas. O progresso, que é a grande forma da manifestação espontânea, aparece então, pela passagem da cooperação forçada, procedente das formas da autoridade, para a cooperação voluntária, saída do consenso dos interesses e da vontade geral presumida que ela exprime. O ideal do progresso, conclui Tanon, consiste, nas sociedades civilizadas, no exercício da cooperação legal livremente consentida ou voluntariamente livre.

Essas proposições fazem ressaltar questões novas de não pequeno valor. Importa saber se a civilização pressupõe o progresso, ou, melhor, se a civilização progride ou se está em decadência. O problema apaixona os espíritos modernos. Claro está que ele é de molde a provocar alarme nos arraiais do evolucionismo militante. Para os seus entusiastas, a evolução é a lei do universo, que é, como conseqüência, a do próprio espirito humano. Na controvérsia, porém, entram igualmente as ciências da natureza e da história, a psicologia comparada e a sociologia. Cada uma busca apoio para as suas conclusões. Emile Faguet pretende pôr a questão nos seus devidos termos, criticando a obra de Jules Delvaille sobre a idéia de Progresso. Comte havia dito que essa idéia é toda moderna, inteiramente recente, sem que a antigüidade tenha tido noção algum dessa fórmula. Delvaille concebe o elemento progressivo como uma idéia, boa, bela, salutar, um prejuízo necessário. E Faguet quer que ele seja um prejuízo inútil e mesmo perigoso. Por que considerar útil um prejuízo que não conheceram os antigos e sem ele fizeram as maiores coisas, que não foi conhecido na Idade Média, na Renascença e que data apenas de duzentos anos?

Para o tema proposto, porém, o judicioso acadêmico faz uma concessão de alta monta. Não há progresso, mas é mister acreditar francamente nos progressos. Há melhoramentos parciais, possíveis, melhoramentos a que ele desdenhosamente chama - divertimentos necessários para o gênero humano. A idéia de progresso fica assim transformada não somente numa utilidade, mas numa necessidade, numa verdade. E nada mais característico do que o espírito de Justiça para demonstrar a escala palpitante das modificações lentas, da sucessão, da série de sentimentos, de princípios e de teorias, que formam uma verdade indiscutível e incontrastável.

A concepção da Justiça ainda permanece confusa, mas os efeitos dela nas sociedades modernas sempre aparecem positivamente, claramente definidos. Não é necessário remontar ao transformismo na antigüidade. Aí é bastante conhecido o estado das modificações. A preciosa unidade social era desconhecida; a ciência social não existia. A doutrina da exterminação recíproca era dominante. A violência era a regra. Não obstante, a sublime origem do cristianismo operou a grande e primordial etapa no terreno da Justiça amenizada, em que pese ao proudhonismo revolucionário, sempre pronto a considerar que o espírito de Justiça não pode sair de uma dedução dialética de noções.

[...]

(Justiça e assistência: os novos horizontes, 1916.)

Fonte: CPDOC - FGV | Arquivo Nacional

A Avenida Ataulfo de Paiva é o principal endereço comercial do Leblon!

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