Travessia dos Fortes
Em 2001 o Exército Brasileiro inovou ao incluir as maratonas aquáticas na história esportiva das Forças Armadas.
Motivado pela adesão e o entusiasmo de jovens oficiais a atividades esportivas, entre as quais o nado sem compromisso nas águas de Copacabana, o Exército Brasileiro representado pelos oficiais do Centro de Estudo de Pessoal do Forte Duque de Caxias no Leme criou uma prova de natação em mar aberto, que deveria obrigatoriamente contar com a participação de militares e civis. Naquele ano, nascia então a Travessia dos Fortes.
A palavra "Fortes", não seria apenas uma referência ao Forte de Copacabana e o Forte Duque de Caxias (Forte do Leme), pontos de largada e chegada, respectivamente, desta maratona aquática. Seria, também, uma alusão a todos aqueles que se aventurassem a completar os 3.800m do percurso, que tem como cenário a Praia de Copacabana.
O duplo sentido do nome da prova tem como objetivo localizá-la geograficamente e enaltecer a qualidade necessária de quem desafia o mar aberto e a água, muitas vezes, fria e com correntes e ventos desfavoráveis.
Concebida para receber cerca de 200 inscritos, a primeira edição da Travessia, realizada no dia 2 de setembro de 2001, acabou atraindo 700 nadadores. A primeira prova já reservava espaço a atletas portadores de necessidades especiais - PNEs, o que reforçava o caráter de congregação da proposta, quando da criação do evento.
Rafael Gonçalves, no masculino, e Fabiana Cunha, no feminino, foram os melhores entre os 700 participantes da primeira edição da Travessia dos Fortes, em setembro de 2001.
Travessia dos Fortes 2001
Masculino
1º Rafael Gonçalves - 40min40
2º Cassiano Leal - 41min09
3º Arthur Pedrosa - 41min39
Feminino
1º Fabiana Cunha - 47min39
2º Poliane Vasconcelos - 49min33
3º Raquel Travancas - 49min34
Portadores de Necessidades Especiais
1º Raul Roberto dos Santos - 1h40min
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Começou em 2002 o reinado de Luiz Lima na Travessia dos Fortes.
Marcada inicialmente para o dia 1o. de setembro de 2002 e adiada duas vezes (remarcada para o domingo, dia 08/09 e adiada para o dia 05/10). A maratona aquática deste ano iria acontecer inicialmente no domingo, 1o de setembro, mas as condições do mar não permitiram a sua realização. O motivo do adiamento da prova foram as previsões feitas pelas páginas na internet do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), CAMERASPORTS (camerasurf) e NOAA (Marinha Americana) que indicam ondas de até três metros na costa sudeste do Brasil e ventos de 10 a 12 m/s, devido a um ciclone extratropical no oceano Atlântico Sul. As consultas sobre as condições metereológicas foram feitas pelo árbitro de maratonas aquáticas Ricardo Ratto, da CBDA e da Federação Internacional de Natação – FINA.
Em 2002, Luiz Lima venceu empatado com o campeão do ano anterior, Rafael Gonçalves. Entre as mulheres, a russa naturalizada brasileira Natalya Yakovleva conquistou a medalha de ouro. O empate na categoria masculina foi fruto da interpretação do regulamento elaborado para a segunda edição da prova: Lima (com o tempo de 41min13) cruzou a bóia de chegada na frente, enquanto Rafael (41m30) foi o primeiro a passar pelo portal de areia.
Travessia dos Fortes 2002
Masculino
1º Luiz Lima- 41min13
2º Rafael Gonçalves - 41min30
3º Arthur Pedrosa - 41min39
Feminino
1º Natalya Yakovleva - 48min53
2º Fabiana Cunha - 50min40
3º Poliana Vasconcelos
Portadores de Necessidades Especiais
Masculino - Antônio Matias – 56min23
Feminino - Consuelo Rocha
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Na Travessia dos Fortes 2003 Luiz Lima piorou seu tempo em relação a 2002, mas ainda assim faturou o bicampeonato da Travessia dos Fortes ao marcar 43min14, três segundos à frente do segundo colocado, Luiz Eduardo Oliveira. No feminino, Fabiana Terra Cunha subiu no lugar mais alto do pódio.
Travessia dos Fortes 2003
Masculino
1º Luiz Lima - 43min14
2º Luiz Eduardo Oliveira - 43min17
3º Arthur Pedrosa - 43min35
Feminino
1º Fabiana Terra Cunha - 50min05
2º Christiane Fanzeres - 51min51
3º Poliane Vasconcelos - 52min57
Portadores de Necessidades Especiais
1º Antônio Eduardo Matos - 59min20
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Em 2004, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tornou-se parceiro do Exército Brasileiro na realização de todo o evento, permanecendo a direção técnica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e da Federação Aquática do Rio de Janeiro (FARJ) que participam desde sua primeira edição.
A quarta edição da Travessia dos Fortes entrou para a história por causa de um segundo. A terceira vitória consecutiva de Luiz Lima foi conquistada num fantástico duelo, braçada a braçada, com Glauco Rangel. Lima cravou o tempo de 41min47 – apenas um segundo a menos do que o adversário. Na categoria feminina, Monique Ferreira cruzou a bóia em primeiro lugar. Já consolidada no calendário esportivo do país, a Travessia alcançou o número de 4.300 participantes.
Travessia dos Fortes 2004
Masculino
1º Luiz Lima - 41min47s
2º Glauco Rangel - 41min48
3º Allan Lopes - 41min58
Feminino
1º Monique Ferreira - 44min56
2º Maria da Penha Cruz - 45min
3º Natalya Yakovleva - 45min05
Portadores de Necessidades Especiais
1º Antônio Eduardo Matos - 48min20
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Em 2005 a prova foi marcada pela quebra de recordes nas categorias masculina e feminina. No masculino, o carioca Luiz Lima conseguiu o tetracampeonato, terminando a prova em 37min35. Entre as mulheres, a campeã foi Poliana Okimoto. A paulista completou o percurso de 3.800 metros em 40min50s, seguida pela baiana Ana Marcela de Jesus (40m51), a mais jovem atleta inscrita na Classe Elite, com 13 anos. Pela primeira vez, os competidores usaram pulseiras eletrônicas, que indicaram o tempo e a classificação de cada um dos 4.000 inscritos. Em sua quinta edição, a Travessia dos Fortes, 13ª competição do calendário de eventos preparatórios dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, contou com quatro mil competidores, dentre estes, 600 mulheres e 20 portadores de necessidades especiais. Durante a prova, a temperatura da água foi de aproximadamente 18°, o que causou a maior parte dos cerca de 50 atendimentos da equipe médica, todos por hipotermia.
Travessia dos Fortes 2005
Masculino
1º Luiz Lima - 37min35
2º Fábio Lima - 38min15
3º Carlos Pavão - 39min34
Feminino
1º Poliana Okimoto - 40min50
2º Ana Marcela de Jesus Soares da Cunha - 40min51
3º Monique Ferreira - 42min25
Portadores de Necessidades Especiais
Masculino - Clóvis Lourenço
Feminino - Rosana Selicani
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Na edição de 2006, Luiz Lima, de 28 anos, conquistou o pentacampeonato da Travessia dos Fortes, considerada a mais importante competição do calendário de maratonas aquáticas do Brasil, com o tempo de 38m20s. O segundo colocado na prova foi o baiano Allan do Carmo, com 38m21, seguido pelo também baiano Fábio Lima, com 38m23s. No feminino, a vitória foi da baiana Ana Marcela Cunha, de 14 anos, que cruzou a chegada em 42m14s. A capixaba Maria da Penha Cruz chegou em segundo, com 42m16 e, em terceiro, a baiana Pamela Engel, com 42m26s. Entre os portadores de necessidades especiais, o vencedor foi o carioca Eduardo Mattos, com 55m42s.
Para garantir a total segurança dos participantes, o Corpo de Segurança Aquática do evento disponibilizou 114 traineras, 32 caiaques, 16 botes, seis lanchas (incluindo a da Capitania dos Portos), 40 pranchas, três jet skis e uma lancha UTI do Corpo de Bombeiros. Na água, foram oito postos médicos, equipados com rádio e foguetes de sinalização para acionar a lancha UTI em caso de emergência. O percurso da prova foi dividido em seis setores de atendimento e teve um novo sistema de balizamento, formado por uma raia com bóias de 60cm de diâmetro unidas por um cabo amarelo flutuante do lado esquerdo (lado terra). No total, foram 200 bóias localizadas a 25m de distância uma da outra. Do lado direito, o balizamento contou com 60 bandeirolas colocadas a 5m de altura na cor laranja, além de bóias dos patrocinadores do evento.
O Corpo de Segurança Terrestre também esteve muito bem aparelhado. Foram quatro tendas para atendimentos dos Postos 1 ao 4, cada uma delas com um médico e um técnico, dois leitos e uma ambulância. No total, em terra, serão 12 ambulâncias, sendo quatro UTI´s. Na chegada, foi montado um Centro Médico de 108m2, com 15 leitos, quatro médicos, oito técnicos e três enfermeiros. A Organização do evento registrou cerca de 80 atendimentos por hipotermia e cortes superficiais.
Em 2007, a Maratona Aquática fará parte pela primeira vez do Programa dos Jogos Pan-americanos em função de ter sido incluída em 2008, também pela primeira vez, no programa dos Jogos Olímpicos. A prova, no RIO 2007, será disputada no dia 14 de julho de 2007, por 40 atletas no total, sendo 20 na disputa feminina e 20 na masculina, que vão fazer um percurso de 10 quilômetros, em duas voltas de 5 quilômetros, na Praia de Copacabana, na altura da Rua Júlio de Castilhos. O Brasil tem asseguradas duas vagas no masculino e mais duas no feminino, por ser o país-sede.
Fonte: COB - Rio2007.org.br
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