Rua Roberto Dias Lopes, Copacabana, Rio de Janeiro 

A Rua Roberto Dias Lopes começa no primeiro trecho da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e não tem saída.

Clique e tuite para os seus amigos: A Rua Roberto Dias Lopes é uma muito arborizada e pouco conhecida rua do Leme!

A rua Roberto Dias Lopes corre em paralelo à Avenida Princesa Isabel 

Ali perto, na Rua Gustavo Sampaio acontece todas às segundas a Feira Livre na rua. 

GeoLocalização:

Latitude, Longitude : (-22.9628707, -43.17007570)

CEP do Rua Roberto Dias Lopes, Copacabana, Rio de Janeiro:

  • 22010-110 Rua Roberto Dias Lopes

#Hashtag:

  • #ruarobertodiaslopes
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Rua Roberto Dias Lopes, Copacabana

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Rua Roberto Dias Lopes, Leme

Quem foi Roberto Dias Lopes que dá nome a rua no Leme, em Copacabana?

Roberto Dias Lopes (1897-1967)

Roberto Dias Lopes, filho de Antonio Dias Lopes e Maria da Encarnação, nasceu em 11 de março de 1897, na Freguesia de Lobão da Beira, Conselho de Tondela, Distrito de Vizeu - Portugal. Aos 16 anos Roberto vem para o Brasil no navio La Bretagne.

Em sua juventude, com um grupo de amigos participava, como violonista, de serestas.

Aos 22 anos compra uma "Officina " em Copacabana, à rua Salvador Correa 134, atual Avenida Princesa Isabel, 500.

Em 31 de julho de 1920, aos 23 anos, casa-se com Maria José Tavares Trindade (18 anos), que passa a assinar Maria José Lopes.

Casaram-se no civil e religioso (católico), sendo a cerimônia civil realizada na 2ª Pretoria Cível, 1ª Circunscrição, primeira zona, Candelária, Rio de Janeiro. Em 26 de dezembro de 1921, começa a "dinastia brasileira": nasce sua filha Irene Dias Lopes. Em 18 de março de 1923, nasce seu segundo filho, Nelson Dias Lopes.

Em abril de 1928, Roberto funda a firma "Roberto Dias Lopes", que em 1930 passa a denominar-se Garage Túnel Novo - Roberto Dias Lopes - e em 12 de outubro de 1943, passa a se chamar Garage e Oficinas Túnel Novo Ltda. Com 78 anos de atividades ininterruptas, hoje é administrada pela terceira geração.

Em carta de 1931 enviada a amigo de Portugal, diz que passou a ser freqüentador assíduo do Racionalismo Cristão.

Durante sua trajetória junto ao Racionalismo Cristão, Roberto acabou por ascender a Vice-Presidência e, durante um período conturbado por perseguições ao seu inseparável amigo Antonio do Nascimento Cottas e à própria Doutrina, exerceu nessa ocasião a Presidência, contando com o apoio de seus companheiros e em especial do amigo, e brilhante advogado, Dr. Emir Nunes de Oliveira. 

Em 15 de maio de 1932, parte para sua terra, Portugal, com toda a família, onde fica até novembro daquele ano, quando retorna ao Brasil. Em abril de 1933, morre em acidente de trânsito seu terceiro filho Roberto Dias Lopes Filho. Em 27 de março de 1934, nasce seu outro filho, que leva o mesmo nome daquele que morrera Roberto Dias Lopes Filho. Em 10 de abril de 1936, nasce seu filho, Mario Dias Lopes. Em 29 de julho de 1940, nasce seu último filho, Luiz Carlos Dias Lopes. 1941 Recebe o certificado de Nacionalização Brasileira das mãos de Mario Accioly de Almeida.

Roberto é empossado Presidente da União dos Garagistas do Rio de Janeiro que, fundada em 1929, tinha por finalidade prestar a seus associados, auxilio em seguro contra acidentes pessoais, funeral e luto e pecúlio.

Entre 1941 e 1942, amante da natureza, Roberto compra um sítio na então zona rural da cidade, em Jacarepaguá, onde desfrutava de momentos com a família e amigos, propriedade utilizada por três gerações, até sua doação ao Centro Redentor em 1989. A comemoração do aniversário de um ano do "Carlinhos", foi lá, Entre 1942 e 1945, muito conhecido e conceituado no comércio, no que tangia ao segmento automobilístico, poucas empresas contavam com a estrutura de uma "Túnel Novo".

Com seu espírito arrojado e dinâmica de trabalho ímpar, acabou por desenvolver vários projetos industriais, de construção de carros, peças especiais e adaptações para os importados da época. Desenvolveu projeto próprio, fabricou e instalou equipamentos de gasogênio, em automóveis, em substituição a gasolina, racionada em razão da 2ª guerra mundial, com a marca GTN - Gasogênio Túnel Novo.

Assim, para sua clara satisfação, podia liberar a seus amigos médicos maior cota do escasso combustível petrolífero, ao contrário de alguns que vendiam o precioso produto no câmbio negro.

Em sua Garagem, a freqüência das equipes da "Fórmula 1" da época, como a de Manuel Teffé e outros participantes do famoso circuito da Gávea, era comum. O famoso Alberto Santos Dumont (inventor do avião), seu irmão e outras personalidades da mecânica, rondavam a Túnel Novo. Um dos sócios da firma, o sr. José Maria, era o mecânico da equipe do Teffé.

Em 1946 lança-se no mercado imobiliário em sociedade com seu grande amigo, o Dr. Emir Nunes de Oliveira e seu filho Nelson, que se formava naquele ano, quando constituem a Firma Tondela Construções e Engenharia Ltda., em homenagem a sua terra Natal.

Com o casamento de seus filhos Nelson e Irene, Roberto e sua Maria começam a receber seu netos, diga-se de passagem em grande número: só de Nelson, entre 1947 e 1956, foram cinco!

1956 foi um ano importantíssimo para Roberto, chega ao fim sua empreitada de construir a Casa-Chefe de sua querida Doutrina, o Racionalismo Cristão. Em 20 de outubro, Antonio do Nascimento Cottas, o Sr. Nascimento, Dr. Emir, Roberto e Nelson, irradiavam uma alegria, um esplendor espiritual indescritível, a grande casa tornara-se pequena para a multidão que compareceu à festividade inesquecível.

Em 31 de agosto de 1957, é inaugurada a filial da Garage e Oficinas Túnel Novo Ltda. à rua São Luis Gonzaga, 1835, São Cristóvão, empreendimento também construído por Tondela Construções e Engenharia Ltda.

Nos anos seguintes Roberto continuou a dedicar-se à Doutrina, a seus negócios e à família cada vez mais numerosa, pois os novos casamentos dos filhos, conjugados com os nascimentos dos netos não param. Roberto, assim como pai, era um avó extremamente atencioso e carinhoso à moda da época.

Roberto desencarnou em 21 de janeiro de 1967, aos 69 anos, na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, terra que tanto amava.

Mesmo em seu leito de morte, Roberto não esqueceu de sua Doutrina, pediu aos filhos que olhassem pela sua Maria e pela Doutrina, que segundo ele, por ela pouco havia feito, e pediu que usassem o que necessário fosse, e depois doassem o seu Sitio Margarida, em Jacarepaguá, no que foi prontamente atendido. Quando solicitado ao Dr. Emir preparou o termo de doação, que assinado por sua Maria e filhos foi entregue ao Sr. Nascimento.

Por iniciativa de seus amigos e admiradores, em 1969, o Decreto "E" nº 2912 de 23 de Junho de 1969, assinado por Francisco Negrão de Lima e Raymundo de Paula Soares, reconhece como logradouro público da cidade do Rio de Janeiro, com denominação oficial aprovada, a Rua Roberto Dias Lopes, situada em Copacabana.

Sua visão social, comercial e institucional, rompia todas as barreiras e padrões da época, as gestões participativas implantadas nas Sociedades Comerciais, nos dias de hoje, iniciaram por volta dos anos 80/90 e Roberto, ao anunciar "a praça" a transformação da Garage e Oficinas Túnel Novo em Sociedade Limitada em outubro de 1943, declara nos periódicos da época, a participação de seus colaboradores e "sócios", que eram, José, o grande mecânico; Norkins, o lanterneiro lituano; Milton, o jovem chefe de escritório; e Alberto, também o jovem chefe da Oficina.

Seu time era o Fluminense, ao contrário do que muitos poderiam imaginar ser o Vasco ou mesmo o Benfica ou a Portuguesa.

De conduta e postura impecável alguns amigos o chamavam de comendador.

Homem de muitos amigos Roberto era bem relacionado, seu acesso ia dos estafetas, choferes a prefeitos, governadores de estado, procuradores, promotores, desembargadores, enfim não havia distinção de classe ou cor, o que fez com que sempre de forma quase imperceptível conseguisse intervir a favor de terceiros.

Para si, nada pedia, para os necessitados travou verdadeiras batalhas.

Roberto era um Paternalista, com P maiúsculo, o que constatamos até os dias de hoje, foi-se a matéria e aí ficaram as lições, os ensinamentos, que já estão passando da 4ª para a 5ª geração, desse ser que podemos dizer ser um extraordinário espírito.

A partir de Roberto, foram seis filhos, 11 netos, 21 bisnetos e 1 trineto (entre 1921 a 2004).

Por coincidência, ou não, seus avôs paternos chamavam-se Felizardo e Maria dos Anjos Dias Lopes.

(Texto preparado por familiares de Roberto Dias Lopes) 

A Rua Roberto Dias Lopes é outro segredo do bairro e corre paralela a Avenida Princesa Isabel

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