Rua Capitão César de Andrade, no Leblon, Rio de Janeiro

A Rua Capitão César de Andrade fica entre a Avenida Bartolomeu Mitre e Avenida Visconde de Albuquerque.

Tuite para os seus amigos: A Rua Capitão César de Andredade fica nos fundos do antigo batalhão da PM do Leblon!

Rua Capitão César Andrade, no Leblon

A Rua Capitão César de Andrade fica entre a Avenida Bartolomeu Mitre e Rua Visconde de Albuquerque.

Antiga Rua A até 28/09/1949 quando, através do Decreto nº 9949, foi reconhecida como Rua Capitão César de Andrade.

É formada, no lado impar, por dois quarteirões, que acompanham a leve variação do alinhamento da rua. Entre esses quarteirões, está uma escada, tombada pelo município, que conduz, num plano mais abaixo, à rua General Urquiza. Neste mesmo lado, as edificações se integram e se destacam na paisagem motivada pelas formas arquitetônicas, estéticas, gabaritos e sombreados das árvores. A constância da ambiência dessa imagem se prolonga até a Avenida Visconde de Alburquerque.

No lado par, um muro, entre as avenidas Bartolomeu Mitre e Visconde de Alburquerque, faz limite da rua com o terreno da Polícia Militar. Tem forma linear, com cerca de quatro metros de altura e é visto como barreira física, desarticulada com os prédios que estão no lado oposto. A ausência de atividades, neste lado da rua, causa menor fluxo de pedestres que não se sentem tranqüilos e seguros ao caminhar pela calçada.

GeoLocalização:

Latitude, Longitude : (-22.9805296, -43.2250778)

 CEP da Rua Capitão César de Andrade, Leblon, Rio de Janeiro:

  • 22431-010 Rua Capitão César de Andrade

#Hashtag:

  • #capitaocesarandrade

Rua Capitão César de Andrade, Leblon

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Quem foi o Capitão César de Andrade que virou nome de rua no Leblon?

Artur Osvaldo César de Andrade foi capitão-aviador desaparecido em serviço de patrulhamento no Oceano Atlântico, ao largo de Pernambuco, durante a Segunda Grande Guerra, em 1942

DE RECIFE ATÉ NATAL UM DESASTRE, UMA OPINIÃO E "IN MEMORIAM"

Augusto Fernandes

Eu poderia iniciar esta história com aquela simples, mas admirável frase para crianças: Era uma vez... uma legião de homens e alguns aviões, que se localizaram em Natal prontos e aptos para tudo. Vamos aos fatos propriamente ditos.

Em Recife. E foi lá, bem em frente aos Guararapes, que começamos o nosso trabalho na Esquadrilha de Caça P-40, conhecidos como os "Tigres Voadores".

Eram a princípio cinco aviões. Por uma fatalidade - que às vezes não compreendemos, mas depois a ela nos conformamos - em junho de 42 - tivemos de enfrentar o primeiro doloroso golpe em nossa vida acidentada e cheia de perigos. O "05" desaparecia para sempre levando consigo aquele que, com o poder do seu pulso e o entusiasmo do seu coração, era um dos melhores pilotos do Brasil: Ten. César !

Não se sabe ao certo o porquê desse desastre. Há várias opiniões a respeito. Quando uma as tomba no abismo é assim mesmo... Cada um formula uma hipótese, dá um palpite... O certo, porém, ninguém pode afirmar com absoluta segurança. Isto porque, em Aviação, tudo é possível. Digo isso porque trabalho com o mais terrível e glorioso de todos os engenhos humanos: o motor de avião ! E um avião em vôo é alguma coisa de sublime. Quem voa pode imaginar o que foi e o que é essa realização do cérebro humano, motivo de orgulho para nós, se recordarmos os nomes de Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o Padre Voador; Júlio César Ribeiro de Souza, Augusto Severo e Santos Dumont - o homem que conseguiu resolver o problema da dirigibilidade.

Voltemos ao "05". O avião caiu em pleno mar - distante talvez 500 metros da praia de Boa Viagem. Não se conseguiu salvar nada. Vi depois no Hangar o motor (tipo Allison, de 12 cilindros) que retiraram do fundo do mar e que estava completamente danificado. [1]

Naquele dia estava marcado no quadro preto: "Ten. César - avião "05" - Treinamento de acrobacia - Às 13:00 hs.".

E a uma hora da tarde, depois do almoço, eu já me achava perto do "05" esperando o piloto. Não demorou a chegar. Era na verdade o Ten. César. Um homem alto, magro, boné americano na cabeça, ar satisfeito (havia almoçado a pouco), andar firme de quem confia em si e em Deus.

Trocamos ligeiras palavras. Ele perguntou:

- Que tal o "bicho"?

- Bom - respondi. E acrescentei: A "Garça" já foi hoje a Natal com o Ten. Geraldo. Está 100%! Reabastecido e pronto novamente para umas trapalhadas lá pelo Céu...

Ten. César sorriu. Aquele sorriso era característico. Denotava um camarada "igual". Ajeitou-se dentro da cabine e já se ia amarrando com o "paraquedas", quando observei que não havia colocado antes o "salva-vidas".

- Não vai levar o "salva-vidas"?

- Ah! Sim. Vou colocá-lo...

E foram estas para mim suas últimas palavras. Colocou-o. Ajeitou bem o "paraquedas" e deu partida no "05". O motor pegou logo na primeira vez. Ten. César esperou alguns minutos afim de que o líquido de refrigeração do motor atingisse a temperatura normal. Pressão e temperatura de óleo boas ! Ei-lo agora experimentando os magnetos. Tudo pronto. Fez sinal com o dedo - esse sinal característico entre o piloto e o técnico. Dois serventes retiraram os calços do avião. E lentamente o "05" dirigiu-se para a pista. Decolou bem. Eu observava tudo. Ainda hoje me parece que vejo o "05" partir como um raio, numa corrida louca... Longe estávamos de pensar que era a corrida para a morte. Depois de meia hora de vôo aproximadamente, recebemos a triste notícia:

- Caiu um avião na praia de Boa Viagem...

Fisionomias que se contraem. Interrompe-se o trabalho. Havia dois aviões nossos no ar. Dois P-40: Ten. César e Ten. Zamir. Este último era a primeira vez que pilotava um "Tubarão" - como é conhecido. Quem teria sido? Dúvida ! Ansiedade ! E aviões partem a procura da águia que tombara. Mais tarde se ouvia:

- Foi o "05". Ten. César morreu.

Um garoto estava tomando banho na praia e disse que viu o aparelho cair em "parafuso". Faziam-se conjecturas. Que teria sido? Pane? O Ten. César teria desmaiado? Ele fora fazer acrobacia depois de ter almoçado. Já agora não importa a causa. Perdeu-se uma vida moça, estudante de Fé, força de vontade e alegria, que muito prometia e de quem muito o Brasil esperava. Morreu por um Ideal, que em sua memória prometemos continuar.

[1] Veja-se o índice dos nomes citados neste livro.
 

Uma opinião

Passado um ano, depois de quase termos em Natal outro "caso" igual ao do "05", sinto-me mais abalizado para dizer o que aconteceu ao Ten. César. Isto, é lógico, na minha opinião.

Não acredito que o Ten. César tivesse tido qualquer desarranjo orgânico, como se pensa. E o fato de vir voar às 13:00 hs., não quer dizer que houvesse terminado de almoçar naquele instante, sabendo que ia sair para um vôo acrobático em um avião que - pela sua velocidade e maneabilidade - oferece as mais sérias sensações físicas. Um piloto de fibra, como ele era, sabia o que fazia.

Muita gente esquece (ou desconhece) que um avião de caça, por mais perfeito que seja, tem sempre algumas manobras proibidas. O P-40 as tem. E uma das mais sérias, no parecer dos entendidos, é o "parafuso de mais de três voltas". Foi, creio, o que aconteceu com o "05".

Por uma manobra qualquer o avião entrou em "parafuso". Ten. César certamente observou tudo. Tentou desfazer essa manobra no momento preciso, mas... aí se deu o que ele não esperava. O avião não obedeceu. Enquanto isso o aparelho perdia altura, e ele, lá dentro, entre as nuvens, debatia-se numa luta terrível. De nada lhe serviram os seus conhecimentos. Na praia de Boa Viagem um garoto tomava banho e olhava admirado para aquele pássaro metálico, que há pouco fazia "brincadeiras" pelo Céu e que depois caia - para todo o sempre, na imensidade do mar.
 

"In memoriam"

 

"Artur Osvaldo César de Andrade morreu no campo de honra, pela grandeza da F. A. B. e pela grandeza do Brasil.

O seu pássaro de ferro e fogo precipitou-se no Oceano à vista dos Guararapes.

O seu último olhar voltou-se, quem sabe, para aquele morro simbólico, onde por duas vezes afirmamos a vontade nacional de sobreviver à invasão, segundo as linhas harmoniosas do nosso destino lusitano.

O seu nome fica bem entre os heróis da América, porque foi a serviço da causa americana que pereceu, no esplendor da juventude. Marcara-o a fatalidade, pela segunda vez, para esse sacrifício da vida com o qual os deuses testemunham amor aos seus eleitos.

Ficará a sua lembrança entre os companheiros de arma como a de um ousado vigia de inviolabilidade dos nossos mares e como tal merecerá a reverência do Brasil.

A morte de um piloto desperta em mil peitos moços a ânsia de substituí-lo na guarda infatigável para segurança deste país.

Tais reveses não nos descoroçoam nem abatem, antes estimulam miríades de aviadores, ansiosos de como ele morrer pela grandeza do Brasil, que tanto amamos".

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A Rua Capitão César de Andrade fica nos fundos do antigo Batalhão da PM do Leblon.

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