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Rua Alberto Rangel, no Leblon, Rio de Janeiro

A Rua Alberto Rangel é uma rua sem saída e começa na Rua Sambaíba

Tuite para os seus amigos: A Alberto Rangel começa na Rua Sambaiba no Leblon!

Rua Alberto Rangel, no Alto Leblon

GeoLocalização:

Latitude, Longitude : (-22.9868385, -43.23239715)

CEP da Rua Alberto Rangel, Leblon, Rio de Janeiro:

  • 22450-160 Rua Alberto Rangel

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  • #ruaalbertorangel

Rua ALberto Rangel, Leblon

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Quem foi Alberto Rangel que deu nome a esta rua no Leblon?

Alberto Rangel

Alberto Rangel historiador, estudou a correspondência no começo do século. Foi amigo e ilustrador de Euclides da Cunha desde o tempo de estudantes na Escola Militar da Praia Vermelha, onde, em novembro de 1888, assistiu, em formação, o ato de rebeldia de Euclides no famoso episódio do sabre. Quando em dezembro de 1904, o autor de “Os Sertões” chegou a Manaus chefiando a comissão de Reconhecimento do Alto Purus, foi recebido no cais por Rangel que lhe ofereceu para morada sua casa, a Vila Glicínia, a bucólica “Tebalda” com alpendre para a borda da mata amazônica.

Dos estudos dos dois escritores, surgiu o livro “Inferno Verde” de Alberto Rangel, publicado em 1908 com um longo e primoroso prefácio escrito por Euclides da Cunha; embora distantes, os dois amigos correspondiam-se regularmente; em 15 de agosto de 1909 quando Euclides foi assassinado, Alberto Rangel encontrava-se na França e só voltou ao Brasil em dezembro desse ano.

O culto euclidiano foi iniciado em 1911 por ex-alunos do professor catedrático Euclides da Cunha no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II; entre eles Edgar e Carlos Sussekind de Mendonça, filhos de Lúcio de Mendonça, Murilo Araújo e outros colegas admiradores do escritor; comovidos por sua trágica morte e em protesto contra as difamações de que foi vítima sua memória no Tribunal e pela imprensa sensacionalista, criaram o Grêmio Euclides da Cunha com o objetivo de reabilitar a memória de Euclides da Cunha e promover estudos sobre sua vida e suas obras.

Para alcançar esse ideal, o Grêmio resolveu que no dia 15 de agosto de cada ano seriam realizadas várias solenidades: romaria ao túmulo de Euclides no cemitério São João Baptista, conferência e publicação de uma Revista; mais tarde, projetou-se a construção de um monumento ao escritor.

O ano de 1913 foi decisivo para a reafirmação dos ideais do Grêmio: a eleição da nova diretoria — presidente de honra Alberto Rangel e os fundadores Murilo Araújo, os irmãos Carlos e Edgar Sussekind de Mendonça além de antigos e novos sócios, entre eles, Francisco Venâncio Filho, então com apenas 19 anos de idade.

E no dia 15 de agosto desse ano realizaram-se com brilhantismo as cerimônias programadas:

- A romaria realizada pela manhã, reuniu ao redor da sepultura de Euclides da Cunha amigos e admiradores que ouviram a palavra emocionada de Alberto Rangel “por protesto e adoração”.

- A “Revista do Grêmio”, com proposta de ser publicada anualmente em 15 de agosto, apresentou artigos de Alberto Rangel, Francisco Venâncio Filho e Carlos e Edgar Sussekind de Mendonça.

- A conferência, encerrando as atividades do dia 15, foi realizada na Biblioteca Nacional proferida por Alberto Rangel que discursou sobre a personalidade de Euclides através de suas cartas: “Um pouco do coração e do caráter”.

- O monumento a Euclides da Cunha teve seu projeto de construção no morro da Babilônia publicado na “Revista do Grêmio” de 1916.

Concretizados os objetivos do Grêmio de reabilitar a memória de Euclides da Cunha e promover o estudo de suas obras, com o passar do tempo houve um certo declínio na participação das solenidades; com a ausência de Alberto Rangel que passou a residir na França e na Inglaterra, o culto euclidiano no Rio de Janeiro foi mantido pela dedicação de Francisco Venâncio Filho e mais alguns sócios.

Em agosto de 1937, quando no país se vivia um clima de opressão, Venâncio Filho convidou José Lins do Rego para orador da romaria, sugerindo que ele falasse sobre Euclides da Cunha e a liberdade; embora receoso de que essa palavra ofenderia “os poderosos”, José Lins discursou sobre o tema proposto ao lado do túmulo de Euclides.

Mas a partir de novembro desse ano, com a instituição do Estado Novo, que determinou a censura prévia da imprensa e a pena de morte, tornou-se mais difícil falar de Euclides e “Os Sertões”, sua obra de denúncia das arbitrariedades cometidas na Campanha de Canudos e o próprio Venâncio Filho acabou por ter problemas com a ditadura.

As conferências do Grêmio, de início proferidas por ilustres oradores convidados, a partir de certa data, tornaram-se apenas sessões literárias e por fim deixaram de existir.

O monumento a Euclides da Cunha, por falta de recursos não foi construído e dessa obra de arte por Corrêa Lima projetada, restou apenas o busto de Euclides confiado à guarda de Francisco Venâncio Filho.

A “Revista do Grêmio”, após 25 anos de existência, encerrou suas atividades em 1939; sua edição de despedida, certamente por influência de Venâncio Filho, foi dedicada a São José do Rio Pardo com a publicação do retrato de Francisco Escobar, um artigo de José Honório de Sylos e notícias sobre a inauguração de placas comemorativas na redoma protetora da cabana de Euclides; constou também o relatório das atividades do Grêmio Euclides da Cunha, o qual terminou com a seguinte frase: “E por isso, quando passarmos todos, há de ficar a lembrança, senão a necessidade, desse culto, a dia certo, junto ao túmulo ou altar, por protesto e adoração”.

Em 1942, quando Alberto Rangel regressou de sua longa estada na Europa, por indicação de Francisco Venâncio Filho, foi convidado pela Comissão de Festejos Euclidianos a proferir a conferência oficial da Semana, a qual, a partir desse ano passou a ser realizada sempre no dia 14, reservando-se o dia 15 para as cerimônias da romaria à cabana.

A brilhante comitiva de romeiros do Rio de Janeiro vinha formada por Francisco Venâncio Filho sua esposa e seu filho Alberto, ainda criança; Nestor da Cunha, primo e amigo dileto de Euclides, e o conferencista Alberto Rangel acompanhado por seu parente o comandante Nilo Cavalcanti.

Nessa conferência, Alberto Rangel expressou a grande saudade do amigo Euclides e teceu um hino de louvor a São José do Rio Pardo por seu culto ao escritor de “Os Sertões”; seu título foi: “O Homem e a Cidade - Euclides da Cunha e São José do Rio Pardo” e emocionou a todos por seu tom de despedida e realmente foi a última vez que discursou.

Para o autor de “Inferno Verde”, os melhores dias passados no Brasil, foram os que viveu em São José, quando viu concretizadas as propostas iniciais do Grêmio Euclides da Cunha do Rio de Janeiro: o monumento a Euclides, as conferências e as romarias em dia certo, 15 de agosto.

Nos anos seguintes, Alberto Rangel lembrando da hospitaleira cidade, enviava, por intermédio de Francisco Venâncio Filho, suas mensagens para serem lidas na herma no dia 15 de agosto.

Em 1943, em sua belíssima missiva, lida pelo Dr. Oswaldo Galotti, Rangel afirmou conservar de São José do Rio Pardo a lembrança de uma cidade de Sol, a de Campanella construída com o cimento de sua mística e enviou junto um grande ramo de cipreste, símbolo de luto entre os antigos, para ornar a porta da cabana e demonstrar assim o sentimento nacional pela perda do escritor de “Os Sertões”: e que na mesma hora da romaria em São José, em comunhão, ele estaria orando junto ao túmulo de Euclides no Rio de Janeiro.

De Nova Friburgo, onde passou a residir, enviou em 1944, sua mensagem euclidiana acompanhada por ramos de rosas vermelhas. A última oferenda de Alberto Rangel à Semana Euclidiana foi em 1945; enfermo, impossibilitado de escrever, de seu leito ditou ao amigo escritor Rodrigues de Carvalho, sua mensagem que chegou a São José acompanhada de um relicário de cristal contendo um punhado de terra colhida próximo à casa onde Euclides nasceu na Fazenda da Saudade.

No mês seguinte, Alberto Rangel foi hospitalizado e faleceu em 14 de dezembro.

Bibliografia:
DOM PEDRO I E A MARQUESA DE SANTOS - ALBERTO RANGEL

A Rua Alberto Rangel começa na Rua Sambaíba no Leblon e é uma rua sem saída. 

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