05/08/1954 – O atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, que
atacava impiedosamente Vargas nas páginas da Tribuna da
Imprensa, foi decisivo para o isolamento definitivo do
presidente. Lacerda chegava de carro à sua residência na Rua
Tonelero, em Copacabana, acompanhado de seu filho e do
segurança, o major da Aeronáutica Rubens Vaz, quando dois
pistoleiros dispararam e fugiram em um táxi. Lacerda levou um
tiro no pé e Vaz morreu. O jornalista culpou Vargas pelo
atentado e os militares imediatamente se voltaram contra o
presidente, juntando-se àqueles que exigiam sua renúncia.
Ordem partiu de Gregório Fortunato
17/08/1954 – O Inquérito Policial Militar encarregado de apurar o
crime da Rua Tonelero concluiu que Gregório Fortunato, chefe
da guarda pessoal de Getúlio Vargas, foi o mandante do
atentado. Segundo o depoimento dos pistoleiros presos, fora
ele que encomendara a morte de Lacerda. O gaúcho Fortunato
serviu Vargas por mais de 30 anos. Primeiro como soldado na
Revolução de 30 e, depois do Estado Novo, na guarda pessoal do
presidente. Seu prestígio era tal que lhe chamavam de
“ministro da Defesa Pessoal do Presidente”. Julgado, Fortunado
foi condenado a 31 anos de prisão.
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