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Rua Ronald de Carvalho
A Rua Ronald de Carvalho começa na Avenida Atlântica e termina na
Rua Barata Ribeiro.
Seu primeiro nome foi Rua Haritoff, em homenagem a Maurício Haritoff, nobre russo, embaixador, que se radicou em nosso pais.
Todas as Quintas acontece a Feira Livre no Lido. |
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Edificio Guahy,
na rua Ronald de Carvalho, em Copacabana
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Ronald de Carvalho, poeta, ensaísta, jornalista, crítico
e diplomata brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, RJ (1893-1935).
Formou-se pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com
dezenove anos de idade e já havia começado sua carreira
literária trabalhando para o Diário de Notícias. Continuou seus
estudos em Paris, cursando as faculdades de filosofia e
sociologia, onde encontrou Tristão de Ataíde, Álvaro Moreyra,
Felipe d’Oliveira e Rodrigo Otávio Filho. Ao voltar
para o Rio de Janeiro, ingressou no Itamarati, onde
rapidamente fez carreira e desempenhou funções em diversos países da América
e da Europa. Viajou pelo México e Estados Unidos, serviu como primeiro-secretário
de embaixada em Paris e ficou encarregado de negócios na Holanda. Retornou ao Brasil
e foi promovido a ministro plenipotenciário.
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Sua carreira literária começou em 1910, no Diário de Notícias, sob a direção de Rui Barbosa. A estréia como poeta se deu com a publicação de Luz Gloriosa (1913), obra que mereceu elogio de Fernando Pessoa. O segundo livro Poemas e sonetos (1919), ainda simbolista, é reflexo da poesia de, Mallarmé, Verhaeren, Samain e Rodenbach
Com Luís de Montalvor, fundou a revista "Orfeu", que adotava como
nomes tutelares Camilo Pessanha, Verlaine e Malharmé, de um lado, e de outro, Walt
Whitman, Marinetti e Picasso. Participou da Semana de
Arte Moderna de 22, tendo declamado no palco do Teatro
Municipal, além dos seus, versos de Manuel Bandeira e
de Ribeiro Couto.
Foi escolhido, num concurso realizado pelo Diário de Notícias, em 1935, como o
“príncipe dos prosadores brasileiros”, substituindo Coelho Neto. Deixou extensa obra com poesias, ensaios e literatura e diversas obras traduzidas para outras línguas. De sua fase modernista, as obras mais expressivas são Epigramas irônicos e sentimentais e Toda a América. Tendo a primeira uma influência de Omar Khayam e a segunda uma certa afinidade com a arte de Walt Whitman. Seu último livro de versos foi Jogos pueirs e a obra crítica que deixou no livro Espelho de Ariel é de grande importância.
Ronald de Carvalho morreu aos 42 anos em 1935, no Rio de Janeiro, em conseqüência de um desastre automobilístico, quando ocupava o cargo de chefe da casa civil da presidência da república.
Uma noite em Los Andes
Ronald de Carvalho
"Naquela noite de Los
Andes eu amei como nunca o Brasil.
De repente,
Um cheiro de Bogari, um cheiro de varanda
carioca balançou no ar...
Vinha não sei de onde o murmúrio de um
córrego tranqüilo,
escorregando como um lagarto pela terra
molhada.
A sombra vestia uma frescura de folhas
úmidas.
Um vagalume grosso correu no mato.
Queimou-se no sereno.
Eu fiquei olhando uma porção de cousas
doces maternais...
Eu fiquei olhando, longo tempo o céu da
noite chilena as quatro estrelas de um
cruzeiro pendurado fora do lugar..."
Depoimentos
"Meu tio Aroldo pereira morava nela, e meu tio boêmio césar "quisiba" frequentava o bar do Antero, na Ronald com a Ministro, eu também cheguei a frequentar. Aquele abraço. PS. Ele (o Ronald) deve ter conhecido a minha tia Eneida de Moraes que era amiga do Álvaro Moreyra e trabalhava tbm no jornal." Carllos Eduardo Pereira
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