Martim Afonso de Sousa, militar e administrador colonial português, nasceu em Vila Viçosa, Portugal (1500 - 1571). De família nobre, Martim Afonso era filho de Lopo de Sousa e Brites de Albuquerque.
Em 1521 passa a viver na Espanha, onde se casou com dona Ana Pimentel e lutou sob Carlos V contra os franceses, retornou em 1525 a Portugal a pedido de Dom João III. Assim entrou, ainda jovem, para o conselho do rei Dom João III, que, em 1530, confiou-lhe o comando de uma frota de cinco navios e 400 homens para impedir a pretensão dos franceses que queriam invadir a colônia portuguesa do Brasil. Recebeu a missão de expulsar os franceses, descobrir terras, explorar o rio da Prata e fundar núcleos de povoamento.
Partiu de Lisboa a 3 de dezembro de 1530 com as quatro naus, tendo como imediato o irmão Pero Lopes de Sousa e transportando cerca de quatrocentas pessoas. Depois de percorrer todo o território brasileiro pelo litoral, apresando navios franceses até o rio da Prata, onde sobreviveu a um naufrágio, Martim Afonso retornou a São Vicente em 21 de janeiro de 1531, ali fundando a primeira vila do Brasil com a ajuda de João Ramalho e Antônio Rodrigues, moradores da região que haviam feito amizade com os caciques Tibiriçá e Caiubi.
Na região do planalto, e também graças a João Ramalho, estabeleceu em Piratininga uma pequena aldeia de duração efêmera. Em São Vicente iniciou a cultura da cana-de-açúcar e ordenou a instalação de um engenho. Em outubro de 1532, Dom João III comunicou-lhe por carta a decisão de dividir as terras em capitanias hereditárias, a doação que lhe fazia de cem léguas de costa, coube-lhe a posse das capitanias de São Vicente e Rio de Janeiro e também a autorização para que retornasse a Lisboa, o que Martim Afonso fez em 1533.
Destacou-se nas campanhas militares portuguesas, nas Índias, e contra os corsários que dificultavam o comércio português. No ano seguinte, foi nomeado capitão-mor da Índia, para onde voltaria em 1543, também nomeado, por Dom João III, agora como vice-rei das Índias, onde governou por três anos. Voltou a Portugal, em 1546, para ocupar seu lugar no Conselho de Estado mas não veio mais ao Brasil.