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Rua Marechal Mascarenhas de Moraes
A Rua Marechal Mascarenhas de Moraes começa na Rua
Inhangá e termina, após a subida de uma ladeira, junto ao Morro de
São João.
Antes era chamada de Rua Tibiriça, em homenagem ao bravo
guerreiro indígena. |
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João Batista Mascarenhas de Morais, militar brasileiro, nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul (1883-1965).
cursou a Escola Preparatória e de Tática do Rio Pardo (RS), entre 1899 e 1902. Em seguida, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro onde formou-se em engenharia militar e em matemática e ciências físicas pela Escola de Artilharia e Engenharia do Realengo, no Rio de Janeiro.
Participou, como primeiro-tenente, da demarcação da fronteira brasileira-boliviana (1910-1914), do Tratado de Petrópolis (1903), relativo à incorporação do Território do Acre. Em cinco de julho de 1922, servia no 1º Regimento de Artilharia Montada, sediada na Vila Militar do Rio de Janeiro, quando eclodiu o levante do Forte de Copacabana, o primeiro de uma série de revoltas tenentistas que ocorreram durante a década de 20. Junto com o seu
regimento, manteve-se fiel à legalidade e colaborou no combate aos rebeldes. Em 1924, voltou a combater uma rebelião tenentista, dessa vez na capital paulista.
Em 1930, comandava um regimento em Cruz Alta (RS), quando se iniciou o movimento revolucionário que depôs o presidente Washington Luís e levou Getúlio Vargas ao poder.
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Mais uma vez fiel à legalidade, Mascarenhas de Morais foi preso pelos revoltosos, sendo libertado somente após o desfecho do movimento. Em 1932, manifestou-se favorável à causa paulista, sendo mantido em prisão domiciliar até que o movimento fosse debelado. Em 1935, servindo na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, deu combate ao levante promovido por setores esquerdistas vinculados à Aliança Nacional Libertadora (ANL).
Em junho de 1937, foi nomeado comandante da 9ª Região Militar (9ª RM), sediada no estado do Mato Grosso. Logo após a decretação do Estado Novo, em novembro daquele ano, atingiu o generalato. Permaneceu no comando da 9ª RM até julho de 1938. Nos anos seguintes, comandou a 7ª RM, sediada em Recife e a 2ª RM, sediada em São Paulo.
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Em outubro de 1943, assumiu o comando da Força Expedicionária Brasileira (FEB), criada após a decisão brasileira de enviar tropas à Europa para lutar ao lado dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Presidiu ainda a Comissão Militar Brasileira e, em novembro de 1943, visitou pela primeira vez o teatro de guerra no Mediterrâneo. Em junho de 1944, foi para a Itália com os primeiros militares brasileiros, que entraram em
combate a partir de setembro daquele ano. Ficou na Europa até o fim da guerra comandando a FEB, na mais importante missão confiada a um militar brasileiro no século 20. |
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De março a agosto de 1946, exerceu o comando do 1º Grupo de Regiões Militares. Transferiu-se para a reserva, no posto de General-de-Exército (1946). No mesmo ano a Assembléia Nacional Constituinte concedeu-lhe o posto de Marechal. Publicou "A FEB pelo seu Comandante" (1947). |
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Em 1951, retornou à ativa. Em 1953, foi nomeado chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Nesse posto, acompanhou de perto a crise política que levaria ao suicídio do presidente Vargas no ano seguinte. Nessa ocasião, conferenciou com o presidente até os momentos que antecederam a sua trágica decisão, transmitindo-lhe informes sobre a situação nos meios militares. Após a morte de Vargas, afastou-se imediatamente da chefia do EMFA. Em 1955, manifestou-se favorável ao golpe militar liderado pelo general Teixeira Lott, que garantiu a posse de Juscelino Kubitscheck na presidência da República. Morreu em 1968, no Rio de Janeiro e deixou a obra póstuma "Memórias". |
Fonte: CPDOC - FGV
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