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Rio de Janeiro, Copacabana.COM Friday, 25-Jul-2008 13:25:52 BRT

Rua Leopoldo Miguez


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Rua Leopoldo Miguez

Começa na Rua Constante Ramos e termina na Rua Djalma Ulrich.

Seu primeiro nome era Rua Floriano Peixoto, em homenagem ao marechal de ferro, que foi presidente do Brasil.




Leopoldo Américo Miguez, compositor e regente brasileiro, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, RJ em 9 de setembro de 1850; e faleceu em 6 de Julho de 1902.

Foi para a Espanha com dois anos de idade, e aí permaneceu por cinco anos, quando mudou-se para o Porto, Portugal, onde estudou harmonia e composição com o violinista Nicolau Medina Ribas e com Giovanni Franchini.

Retornou ao Brasil (1871), passando a trabalhar como guarda-livros na Casa Dantas, no Rio de Janeiro. Fundou com Arthur Napoleão a firma Arthur Napoleão & Miguez, de pianos e música (1878), mas dez anos depois, abandonou a atividade comercial para se dedicar à música. Sob a proteção de Pedro II, viajou para a Europa (1882), recomendado a Ambroise Thomas, Diretor do Conservatório de Paris.

Retornou ao Brasil (1884), fortemente influenciado pela música futurista de Franz Liszt, Hector Berlioz e Richard Wagner. Passou a dirigir espetáculos líricos em São Paulo e no Rio de Janeiro (1886) e foi o ganhador do Primeiro Prêmio em concurso público com o Hino à proclamação da República (1890).

Hino da Proclamação da República

Clique aqui para ouvir o Hino


Música composta por Leopoldo Américo Miguez(1850-1902)
Letra escrita por Joaquim de Medeiros e Albuquerque(1867-1934).

Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre país...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!...

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue no nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!...

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberdo de fé!
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé!
Eia, pois, brasileiros, avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!...


Depoimentos

"Pelo que me consta, essa foi a suposta música que ganhou o concurso para ser o Hino Nacional Brasileiro, concurso feito pelos militares que deram o golpe da Republica. No entanto o Marechal Deodoro preferiu um hino muito mais antigo - o atual - com letra de Francisco Manoel da silva. Provavelmente a preferência se deu pelo fato de que, o antigo não exaltava os negros ex-escravos, e por ser muito mais ufãnico." Jersé Vidal


Foi membro da comissão que extinguiu o antigo Conservatório Imperial e criou o Instituto Nacional de Música, que dirigiu até sua morte.

Restaurou diversas obras de Marcos Portugal e do padre José Maurício Nunes Garcia e foi responsável pela orquestração final do Hino Nacional Brasileiro. Novamente viajou para a Europa (1895), onde adquiriu excelente instrumental para a Orquestra Sinfônica do Instituto Nacional de Música, aparelhos para o gabinete de acústica, além de livros e partituras para a biblioteca. Sua ópera Pelo amor!, com libreto de Coelho Neto, foi encenada, no Cassino Fluminense (1897) e I Salduni, no Teatro Lírico (1901), também com libreto de Coelho Neto.

Publicou Elementos da teoria musical e vários artigos na Gazeta Musical, do Rio de Janeiro, sob o título Teoria da formação das escalas cromáticas. Faleceu no Rio de Janeiro e foi escolhido como Patrono da Cadeira número 23 da Academia Brasileira de Música.

Outras obras importantes do autor: Sinfonia em sol bemol (1882), Parisiana (1888), Ave libertas (1890), Prometheus (1891), Marcha elegíaca a Camões (1880), Marcha nupcial (1876), Hino à proclamação da República (1890) e Suite à l’antique (1893).

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