|
|
|
Júlio Prates de Castilhos, político brasileiro, nasceu na fazenda
da Reserva, antigo distrito de São Martinho, município de
Vila Rica, atual município de Júlio de Castilhos, Rio Grande do
Sul em 29 de julho, 1860, filho legítimo de Francisco Ferreira de
Castilho, natural de Santo Antônio da Patrulha, e dona Carolina
Prates de Castilho, natural de Caçapava. Ao nome foi
acrescentado um s, talvez pelo próprio Francisco Ferreira, de vez
que já nos atestados de 1865 figura seu nome Castilhos, com o s e
todos os filhos o usaram.
Matriculando-se no Colégio Fernando Gomes, dirigido pelo
Professor Fernando Ferreira Gomes, após os estudos iniciados em
casa, sob os auspícios da Professora dona Francisca Carolina Miller
Wellington, em 1865, então com apenas cinco anos incompletos de idade,
terminou, naquele Colégio, seus preparatórios.
|
Júlio de Castilhos, estudante quieto, tímido, era conhecido como
Gaguinho, ou Pato, segundo uns, porque, quando lavava o rosto, espalhava
água por todos os lados, como os patos ao bater as asas saindo da lagoa;
segundo outros,porque era baixo, esparramado e caminhava gingando.
Continuava, porém, gago do mesmo modo a ponto de não poder responder às
perguntas por ocasião dos exames de preparatórios na Instrução Pública.
Causava pena ver o esfôrço que fazia para articular qualquer palavra.
Não conseguia responder coisa alguma do ponto oral. Suas provas escritas
e a boa fama de ótimo estudante lhe valeram as melhores notas, podendo
assim ser aprovado, e sempre plenamente.
Mais tarde tornou-se polemista brilhante, advogado e líder
Positivista lutou pela abolição da escravatura e pela
queda do Império. Como político, foi duro, implacável, autoritário.
Acreditava na ação científica do governo.
Em 1890, foi eleito deputado federal pelo
Rio Grande do Sul e participou da Constituinte de 1891.
Foi o primeiro governador do Rio Grande do Sul eleito na fase
republicana.
|
Enfrentou, na sua gestão, a a revolta federalista, conhecida como a
revolta das degolas, o período mais violento da história gaúcha.
Só ao receber, numa caixa de chapéu, a cabeça de Gomercindo Saraiva,
compreendeu porque era considerado cruel. Atrás dessa imagem pública,
havia o marido de Honorina, capaz de escrever longas cartas
apaixonadas, enciumado até dos pensamentos da mulher. Afastou-se do governo no final do mesmo ano, ante uma série
de tumultos e crises políticas estaduais. |
Em julho de 1892,
à frente de um amplo movimento popular retomou o governo e
nomeou vice-governador Vitorino Monteiro, a quem entregou o
poder, convocando, a seguir, eleições gerais. Em 1893, na revolução federalista, derrotou os "maragatos" (federalistas e monarquistas, liderados por Gaspar Silveira Martins, que usavam lenços vermelhos) como líder dos "pica-paus republicanos" (adeptos do Estado local forte e autônomo, que usavam lenços brancos).
Foi eleito, por voto direto, reassumindo a chefia do Executivo gaúcho e
reformou toda a administração estadual. Governou até 1897, quando
transmitiu o cargo a Borges de Medeiros.
Faleceu môço ainda, 43 anos incompletos, vitimado por um mal da garganta
(sempre a garganta: a gagueira e, por fim, a morte), durante a operação
a que se submeteu, sendo médico Dr. Protásio Alves, com
vários assistentes, às seis horas da tarde do dia 24 de outubro de 1903.
Antes de dirigir-se para a mesa operatória, beijara a espôsa e os filhos
e a uma das filhas dissera: - Filha, sê como a tua mãe... E
dirigindo-se ao local, ouvira do médico a palavra - coragem! - ao
que respondeu de imediato: Não preciso de coragem, é de ar que eu
preciso, perguntando a seguir - Quem me cloroformiza? -
|
Recebido o nome, disse, deitando-se: Bem, estou tranqüilo.
E tranqüilamente morria, instantes depois de operado, antes mesmo de
voltar a si do sono em que fôra imerso pela ação do anestésico.
Seu sepultamento, no dia seguinte, foi assistido pela população em
pêso da capital. Até mesmo seus antigos adversários, em grande parte,
compareceram.
Seu túmulo é uma das obras de arte, em bronze, pleno de simbolismo
positivista, como o monumento que lhe foi erguido, inaugurado em Pôrto
Alegre, na Praça Marechal Deodoro, em 1914, obra do escultor
Décio
Vilares. |
Depoimentos
"Eu me chamo Julio de Castilho e sou filho de Laurentino Ferreira de Castilho achei muito interessante essa historia sempre quiz saber o motivo do nome do municipio se chamar Julio de Castilho por coincidencia lido com politica tbm sou fiiado num partido politico aqui... adorei... " Julio de Castilho
|