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Rio de Janeiro, Copacabana.COM Wednesday, 19-Nov-2008 02:13:08 BRST
Rua Joaquim Nabuco
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Joaquim Nabuco Livros Mais Vendidos / Clássicos
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Rua Joaquim Nabuco
A Rua Joaquim Nabuco começa na
Avenida Atlântica e termina na Avenida Vieira Souto (Ipanema).
Sua primeira denominação era Rua Silva Teles. |
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Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, político, poeta,
pensador, diplomata, abolicionista e historiador brasileiro,
nasceu em Recife, Pernambuco em 19 de agosto de 1849.
Era filho do senador José Tomás Nabuco de Araújo,
"o Estadista do Império", e de Ana Benigna Barreto Nabuco
de Araújo, irmã do marquês do Recife, Francisco Pais Barreto.
Passou a primeira parte da infância no Engenho Massangana, em
Recife onde viveu com sua a madrinha D. Ana Rosa Falcão de
Carvalho e seu marido Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho
até os oito anos. |
Sua vida no engenho influenciou definitivamente
sua visão sobre o que era a aquela sociedade escravocrata. Com a morte
da madrinha, retornou à residência paterna no Rio de Janeiro
e durante esse período realizou seus estudos primários e secundários.
Aos 15 anos, publicou a Ode à Polônia, que obteve crítica
favorável de Machado de Assis. Três anos depois, apresentou o
drama Os destinos, que foi assistida pelo Imperador D. Pedro II.
Estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelando-se em letras.
Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de
Direito. Formou-se no Recife, em 1870.
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Entrou para o serviço diplomático, como adido de primeira classe em
Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.
Sua atuação parlamentar logo distingui-se pelas reformas liberais
que defendeu em matéria religiosa (direito dos católicos e
secularização dos cemitérios), eleitoral (eleição direta e voto
dos analfabetos), de terras (divisão dos latifúndios) e
trabalho (abolição da escravidão, trabalho livre, contra a
imigração chinesa). Sua grande obra política foi a luta pela
emancipação dos escravos, com os discursos no Parlamento,
a partir de 1879. Após a Abolição e a República, Nabuco não
aderiu à nova forma de governo e defendeu suas idéias
monárquicas. Atraído pela política interna, foi eleito deputado geral por sua província,
vindo então a residir no Rio de Janeiro. |
Sua entrada para a
Câmara marcou o início de sua campanha em favor do Abolicionismo,
que logo se tornou causa nacional, na defesa da qual ele tanto cresceu
na admiração de todos os brasileiros. De 1881 a 1884, Nabuco
viajou pela Europa. Em 1883, em Londres, publicou
O Abolicionismo. De regresso ao país, foi novamente eleito
deputado por Pernambuco, retomando o lugar de líder da
campanha abolicionista, que cinco anos depois era coroada de êxito.
Em 22 de maio de 1889, realizou um de seus mais célebres discursos,
defendendo João Alfredo por causa da aprovação da Lei Áurea.
Em 15 de novembro, apesar da proclamação da República, mantém-se
a favor da Monarquia. Em 1896 funda o Partido Monarquista
com João Alfredo, Lafaiete Pereira, o visconde de Ouro Preto, Afonso
Celso e outros, e, mais de uma vez, resistiu ao apelo que lhe dirigiam
os chefes da nova política para tornar ao serviço diplomático. Retirou-se
da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo.
Nessa fase de espontânea abstenção política, Joaquim Nabuco viveu
no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo.
Freqüentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou
relações e amizade com as mais altas figuras da vida literária
brasileira: Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça,
de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897,
onde fundou a Cadeira n. 27, que tem como patrono Maciel Monteiro.
Designado secretário-geral da instituição na sessão de 28 de janeiro de
1897, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.
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Em 1900, o presidente Campos Sales conseguiu demovê-lo a aceitar
o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário
em missão especial em Londres, na questão do Brasil com
a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa.
Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como embaixador do
Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington.
Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a terceira
Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário
de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do
pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação
continental. Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana, para
assistir à restauração do governo nacional de Cuba. Nesse mesmo
ano assinou em Washington várias convenções de Arbitramento com os
Estados Unidos, Panamá, Equador, Costa Rica e Cuba.
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Grande era o seu prestígio perante o povo e o governo norte-americano,
manifestado em expressões de admiração dos homens mais eminentes, a come
çar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo Secretário de
Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu uma
série de conferencias, propaganda viva de cultura brasileira. Quando
faleceu, em Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade
excepcional, para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi
trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do
Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a cidade
que o viu nascer. Em 28 de setembro de 1915, Recife lhe
inaugurou, em uma de suas praças públicas, uma estátua.
Obras
- Camões e os Lusíadas (1872);
- L’Amour est Dieu, poesias líricas (1874);
- O Abolicionismo (1883); (clique aqui para comprar este livro)
- O erro do Imperador, história (1886);
- Escravos, poesia (1886);
- Porque continuo a ser monarquista (1890);
- Balmaceda, biografia (1895) (clique aqui para comprar este livro);
- A intervenção estrangeira durante a revolta, história diplomática
(1896);
- Um estadista do Império, biografia, 3 tomos (1897-1899) (clique aqui para comprar este livro);
- Minha formação, memórias (1900); (clique aqui para comprar este livro)
- Escritos e discursos literários (1901);
- Pensées detachées et souvenirs (1906);
- Discursos e conferências nos Estados Unidos, tradução do inglês
de Artur Bomilcar (1911);
- várias memórias sobre as fronteiras do Brasil;
- Obras completas, 14 vols. org. por Celso Cunha (1947-1949) (clique aqui para comprar este livro);
- Campanha abolicionista no Recife (pol.), 1885, reed. 1988, Fundação
Joaquim Nabuco, Recife;
- Um estadista do império, Nabuco de Araújo, sua vida, suas opiniões, sua época (biog.) 1898-1900, 3 v., reed. 1975, Nova
Aguilar, Rio de Janeiro (clique aqui para comprar este livro);
- Minha formação, 1900, reed. 1975, Paraula, Porto Alegre (clique aqui para comprar este livro);
- Joaquim Nabuco: política (colet.), 1982, Ática, São Paulo.
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