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Rua Joaquim Nabuco


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Joaquim Nabuco Diários 1873 - 1910

Rua Joaquim Nabuco

A Rua Joaquim Nabuco começa na Avenida Atlântica e termina na Avenida Vieira Souto (Ipanema). Sua primeira denominação era Rua Silva Teles.




Joaquim Nabuco

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, político, poeta, pensador, diplomata, abolicionista e historiador brasileiro, nasceu em Recife, Pernambuco em 19 de agosto de 1849. Era filho do senador José Tomás Nabuco de Araújo, "o Estadista do Império", e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, irmã do marquês do Recife, Francisco Pais Barreto. Passou a primeira parte da infância no Engenho Massangana, em Recife onde viveu com sua a madrinha D. Ana Rosa Falcão de Carvalho e seu marido Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho até os oito anos.

Sua vida no engenho influenciou definitivamente sua visão sobre o que era a aquela sociedade escravocrata. Com a morte da madrinha, retornou à residência paterna no Rio de Janeiro e durante esse período realizou seus estudos primários e secundários.

Aos 15 anos, publicou a Ode à Polônia, que obteve crítica favorável de Machado de Assis. Três anos depois, apresentou o drama Os destinos, que foi assistida pelo Imperador D. Pedro II. Estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelando-se em letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito. Formou-se no Recife, em 1870.



Joaquim Nabuco

Entrou para o serviço diplomático, como adido de primeira classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879. Sua atuação parlamentar logo distingui-se pelas reformas liberais que defendeu em matéria religiosa (direito dos católicos e secularização dos cemitérios), eleitoral (eleição direta e voto dos analfabetos), de terras (divisão dos latifúndios) e trabalho (abolição da escravidão, trabalho livre, contra a imigração chinesa). Sua grande obra política foi a luta pela emancipação dos escravos, com os discursos no Parlamento, a partir de 1879. Após a Abolição e a República, Nabuco não aderiu à nova forma de governo e defendeu suas idéias monárquicas. Atraído pela política interna, foi eleito deputado geral por sua província, vindo então a residir no Rio de Janeiro.


Sua entrada para a Câmara marcou o início de sua campanha em favor do Abolicionismo, que logo se tornou causa nacional, na defesa da qual ele tanto cresceu na admiração de todos os brasileiros. De 1881 a 1884, Nabuco viajou pela Europa. Em 1883, em Londres, publicou O Abolicionismo. De regresso ao país, foi novamente eleito deputado por Pernambuco, retomando o lugar de líder da campanha abolicionista, que cinco anos depois era coroada de êxito. Em 22 de maio de 1889, realizou um de seus mais célebres discursos, defendendo João Alfredo por causa da aprovação da Lei Áurea. Em 15 de novembro, apesar da proclamação da República, mantém-se a favor da Monarquia. Em 1896 funda o Partido Monarquista com João Alfredo, Lafaiete Pereira, o visconde de Ouro Preto, Afonso Celso e outros, e, mais de uma vez, resistiu ao apelo que lhe dirigiam os chefes da nova política para tornar ao serviço diplomático. Retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo.

Nessa fase de espontânea abstenção política, Joaquim Nabuco viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Freqüentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou relações e amizade com as mais altas figuras da vida literária brasileira: Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897, onde fundou a Cadeira n. 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado secretário-geral da instituição na sessão de 28 de janeiro de 1897, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.

Joaquim Nabuco

Em 1900, o presidente Campos Sales conseguiu demovê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa. Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a terceira Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental. Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana, para assistir à restauração do governo nacional de Cuba. Nesse mesmo ano assinou em Washington várias convenções de Arbitramento com os Estados Unidos, Panamá, Equador, Costa Rica e Cuba.

Grande era o seu prestígio perante o povo e o governo norte-americano, manifestado em expressões de admiração dos homens mais eminentes, a come çar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo Secretário de Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu uma série de conferencias, propaganda viva de cultura brasileira. Quando faleceu, em Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a cidade que o viu nascer. Em 28 de setembro de 1915, Recife lhe inaugurou, em uma de suas praças públicas, uma estátua.

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