Constante Ramos nasceu em 1831 na cidade de San Miguel na Espanha.
Veio para o Rio de Janeiro em data ignorada e aqui casou-se em 1858 com Emilia Amália Gardone, nascida em 1842 na fazenda de seus pais, em casa situada onde hoje existe o Bairro Peixoto. Nesta época (do casamento) era órfã e tinha como tutor seu tio materno, Domingos Lopes Guimarães, que requereu abertura de inventário, tendo Emilia recebido várias terras. Tiveram 6 filhos (4 homens e 2 mulheres). Constante Ramos faleceu em 1895 e Emilia em 1931.
As terras de Constante Ramos tinham frente para a praia de Copacabana e fundos na montanha Villa Rica, atual Morro dos Cabritos.
Juntamente com seus amigos José Antonio Moreira Filho (Barão de Ipanema) e Guimarães Caipora possuiam toda a região central do bairro e perceberam a possibilidade de lotear e vender grande parte da propriedade. Daí nasceram várias ruas, entre as quais as atuais Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Barata Ribeiro, Tonelero, Sousa Lima, Sá Ferreira, Almirante Gonçalves, Bolívar, Barão de Ipanema, Pompeu Loureiro, Leopoldo Miguez e Domingos Ferreira.
Falecendo Constante Ramos em 1895, dois de seus filhos, Carlos e Fernando, deram continuidade à obra se seu pai: em 1905, o prefeito Pereira Passos reconheceu a abertura da Avenida Atlântica, sentido Leme, em terras de Constante Ramos. Em 1917 foram reconhecidas as ruas Constante Ramos, Dias da Rocha e Raimundo Correia.
Em 1927 iniciou-se a abertura da rua Hermezilia (atual Cinco de Julho) nome dado em memória de Hermezilia Guimarães Ramos, neta de Constante e filha de Fernando, falecida em 1911 com 23 anos.
Alguns fatos curiosos:
1) A atual Rua Siqueira Campos (antiga rua Barroso) foi aberta nas terras do sr. José Martins Barrozo que vinha a ser padrinho de Emilia Amália Gardone.
2)Em 07.01.1892 Constante Ramos vendeu por quarenta contos de réis um terreno que posteriormente foi revendido ao comendador Paulo Felisberto Peixoto da Fonseca e veio a se tornar parte do atual Bairro Peixoto.
3)Conta a lenda familiar que Carlos e Fernando estabeleciam normas urbanísticas na venda dos terrenos afim de que os compradores mantivessem o crescimento ordenado do bairro. Ente outras especificações, quando houve o prolongamento da Rua Santa Clara em 1931 uma cláusula nas escrituras limitava o limite máximo de 3 pavimentos.
Sergio F. Ramos, bisneto de Constante Ramos