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Simón José Antonio de la Santisima Trindad Bolívar y Palacios,
general e político sul-americano, nascido em Caracas, Venezuela
(1783-1830), foi chamado de "o Libertador".
Filho de rica família basca, estabelecida na Venezuela desde
o século XVI, foi influenciado pelas idéias de Rousseau.
Terminou seus estudos na Espanha e casou-se em 1802. De volta a
Venezuela e depois da morte de sua esposa, voltou á Europa
onde assistiu a coroação de Napoleão I.
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Aderiu às idéias revolucionárias e, em
Roma, jurou lutar pela libertação de sua pátria. Conspirou pela
independência junto com outros aristocratas e foi à Inglaterra para
obter apoio dos ingleses a sua causa. Ao voltar, proclamou a
independência, em Caracas, julho de 1811, mas os espanhóis
conseguiram vencê-lo. Exilou-se em Cartagena, sendo nomeado chefe
das forças militares. Declarando guerra de morte ao regime colonial
espanhol apoderou-se de Caracas, em agosto de 1813, onde recebeu o
título de "Libertador".
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Em 1814 foi nomeado ditador, mas no mesmo ano, depois de muitas lutas,
os espanhóis retomaram Caracas. Lutou por uma América independente
e republicana. Foi proclamado presidente da Venezuela em 1819,
depois de vencer os espanhóis. Lutou contra o Equador, contra o
Peru e foi proclamado ditador deste país em 1823. Bolívar seguiu para o Peru e na Batalha de Junin (6/8/1824), travada exclusivamente de cavalaria e sem um só tiro, derrotou os espanhóis. A esta vitória seguiu-se a de Sucre em Ayacucho, a 9 de dezembro que encerrou definitivamente o domínio espanhol na América do Sul. A 16 de maio de 1825 Bolívar proclamou a Independência e em seguida elaborou o código Político do Alto Peru; o país então constituído então tomou em sua honra, o nome de Bolívia. |
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Nos anos seguintes, Bolívar teve de enfrentar as ambições de antigos companheiros e a imaturidade política dos países que libertara. Sofreu injúrias e incompreensões e, em 1828, escapou por pouco a um atentado contra sua vida. A unidade política da Grã-Colômbia, um de seus maiores ideais, era precária e constantemente ameaçada por agitadores venezuelanos.
12Em 1830, pela última vez, Bolívar renunciou em Bogotá à chefia suprema do Estado. Tuberculoso e desiludido, partiu para Cartagena, de onde tencionava embarcar para a Europa. A viagem teve de ser adiada por falta de dinheiro, uma vez que sua vasta fortuna pessoal fora consumida nas guerras de independência. A 04 de junho, chegou-lhe a notícia do assassinato de Sucre, último golpe na saúde abalada do Libertador. Buscando um clima melhor, Bolívar transferiu-se para a Quinta de São Pedro Alexandrino, perto de Santa Maria, onde faleceu em 17 de dezembro de 1830.
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