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Padre Antônio Vieira, missionário, orador, escritor e diplomata
português, nasceu em 6 de fevereiro de 1608, em uma casa pobre na
Rua do Cônego, em Lisboa, tendo sido um dos mais
influentes homens de seu século em termos de
política portuguesa. Seu pai servira a marinha e fora,
por dois anos, escrivão da Inquisição portuguesa,
mudou-se em 1609 para o Brasil, onde assumiu um cargo de
escrivão em Salvador; em 1614 trouxe a família para o
Brasil quando Antônio tinha 6 anos de idade e começou seus
estudos com os padres jesuítas na única escola de Salvador.
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Em maio de 1623 foi recebido como noviço dessa ordem
religiosa, um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza
e obediência, abandonando o noviciado. Não partiu para a
vida missionária, no entanto. Estudou muito além da teologia:
lógica, física, metafísica, matemática e economia. Em 1634,
após ter sido professor de retórica em Olinda, se ordenou
presbítero. Em 1638 já ensinava Teologia.
De 1641 a 1650 ocupou-se com negócios do Estado. Retornou ao trabalho
missionário e chegou em São Luís do Maranhão, em 1652. Por defender
os escravos teve muitos problemas com os colonos e os jesuítas foram
expulsos do Maranhão e do Pará. |
Em janeiro de 1662, ao fazer o “Sermão da Epifânia”, na Capela Real,
rebateu as acusações contra ele e seus colegas missionários. Esteve
preso pelos inquisidores do Santo Ofício e foi privado de seu ministério
após julgamento e condenação. Em 1668, foi levantada essa privação e no
ano seguinte o Padre Antônio Vieira partiu para Roma.
De onde voltou, em 1675, com uma declaração do papa que o livrava da
Inquisição portuguesa.
Em 1681, retornou ao Brasil, onde se dedicou às orações e à composição
de sermões, publicados em 1679 e 1699. Os principais são o "Sermão da
Sexagésima", uma teorização sobre a arte de pregar; o "Sermão de Santo
Antônio ou dos peixes", no qual defende os índios e ataca a exploração
dos colonos que impediam a ação catequisadora dos padres; o "Sermão pelo
bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda" e o "Sermão do
Mandato", sobre o amor de Deus. Escreveu ainda "Cartas" e as
obras proféticas "Esperanças de Portugal",
"História do Futuro" e "Clavis Prophetarum", que ficou
inacabada e inédita. Seus escritos constituem uma fonte para estudos
históricos do Brasil e de Portugal,
no século XVII.
Seus sermões eram, na época, importantes elementos na formação da opinião
política e Antônio Vieira é considerado o mais influente e popular
orador do Brasil e o maior escritor português do século XVII.
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