|
|
|
Situada no final da Avenida
Atlântica (Posto 6) junto ao Forte de Copacabana.
Eugênio Franco, militar brasileiro. Quando ainda era major de
engenharia, em 1908, foi o presidente da comissão de construção do
Forte de Copacabana. Para a construção deste Forte, foi demolida a
Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, que deu origem ao nome
do bairro.
|
|
O armamento fabricado pela Krupp
e trazido da Alemanha pela marinha Brasileira, foi transportado
em 6.414 volumes, guindastes elétricos de 80 toneladas desembarcaram
os canhões, que foram instalados em quatro cúpulas. Uma, com dois
canhões de 305 mm, com alcance máximo de 23 Km, outra, com dois canhões
de 190 mm, com máximo de 18 Km e mais duas, com um canhão de 75 mm cada,
com alcance máximo de 7 Km. O forte ocupa uma área total de 114.169 m².
|
A energia elétrica necessária à iluminação, aos movimentos das armas e
ao sistema de ventilação era fornecida por uma usina composta de dois
grupos eletrogêneos contruidos pela AEG, alemã. Protegidos por uma
casamata (subterrâneo) abobadada, de 40 mil metros cúbicos, com muralhas
externas voltadas para o mar de 12 metros de largura, os militares
podiam enfrentar o inimigo durante semanas, isolados do exterior.
Essa construção, dificultada pelas condições do terreno e do mar, e
agravada pelo tamanho e peso do armamento, representou um desafio
para as engenharias militares brasileira e alemã. |
|
O fato mais marcante da história do Forte foi o Movimento Tenentista,
ocorrido em 1922. Liderados pelos tenentes
Antonio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes, um grupo de jovens militares rebelou-se contra a
República Velha. O episódio deu início à revolução dos Tenentes
- ou Tenentista que estendeu-se até 1929 em várias partes do Brasil.
|
|
Em 1936 foi inaugurado na praça um monumento em homegagem a
Siqueira
Campos, de autoria de H. Bertazoni com baixos relevos de José
Rangel e I. Paraná trata-se de uma herma em bronze sobre um pedestal
revestido em granito, atrás da herma encontra-se uma placa em mármore
na qual está incrustada um alto relevo em bronze.
Depoimentos
"Sou jornalista e um ex militar do Forte Copacabana. servi no ano de l959 como cabo da BCS tendo o meu comandante de bateria o cap Dickens Ferraz e como comandante do forte o ten cel Aldo?? Ate os dias de hoje as imagens do tempo em que servi no forte nao me sai da mente ao qual um carinho e uma saudade imensa me enchem as lembranças de dias maravilhosos que ali vivi. eu morava no quartel, e era na verdade um soldado vibrador e porque nao dizer caxias ao estremo. trago ate hoje grandes recordações dos momentos vividos ai e que me inspira muita saudade. tenho viva na memoria fatos que ocorreram durante aquele ano que marcaram profundamente na minha mente. eu estava para ser promovido a sgt de tropa mas tive que dar baixa devido ao trabalho que exercia na vida civil que era como locutor da Radio Roquette Pinto, da prefeitura do Distrito Federal. Ao deixar o Rio de Janeiro no ano de l960 quando fui assumir a função de locutor da Radio Excelcior de Sao Paulo, uma emissora da organização Victor Costa, as lembranças e a saudade me acompanharam ate os dias de hoje. Forte de copacabana e Terceiro Grupo de Artilharia de Costa foi a maior escola de civismo e diciplina que tivemos em nossa vida. Espero um dia quando voltar ao rio de janeiro poder visita-lo e encontra-lo do mesmo modo que deixei." Julio Cesar Jardim
Com a desativação do Forte em 1986 ele se torna sede do Museu
Histórico do Exército.
|
|
|