Passou a ter o nome atual a partir de 1917, em homenagem a Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, primeiro Arcebispo do Rio de Janeiro, e depois, o primeiro Cardeal sul-americano.
O recenseamento de 1920 revela que havia apenas 5 predios ao redor da praça que, por algum tempo se limitava a uma área cheia de capim onde pastavam os burricos da região. Em 1935, foi urbanizada pelo Prefeito Pedro Ernesto, que nela instalou uma Escola. Em 1942, nela foi instalado o Museu da Cidade, já que o prédio do museu, na Gávea, havia sido requisitado para alojar a Prefeitura, desalojada do centro da cidade por ocupar espaço destinado à abertura da Avenida Presidente Vargas. Alguns anos mais tarde, o museu foi removido, mas permaneceu no prédio um teatro de amadores, onde hoje funciona o Teatro Gláucio Gil.
Praça Cardeal Arcoverde nos anos 1940
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Chanukiá, candelabro de 9 velas
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A foto mostra a praça, nos anos 1940, com a urbanização projetada pelo arquiteto Azevedo Filho. À esquerda, vê-se parte do prédio da Escola. Em 1999, foi reurbanizada, e perdeu mais uma fatia, desta vez para a instalação da Estação Arcoverde do Metrô. Parece curioso que na praça com o nome de um alto dignatário da Igreja Católica exista um Chanukiá, candelabro de 9 velas, tradicional símbolo do Judaismo. A seu pé há uma placa que diz: o candelabro proclama a mensagem universal da liberdade de culto assim como a vitória da luz sobre a escuridão através de atos diários de bondade. Este monumento ali está desde 12 de dezembro de 2004, por iniciativa da organização judaica Beit Lubavitch.
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Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, primeiro cardeal brasileiro e da América Latina, nasceu em Pesqueira, Pernambuco (1850-1930). Foi eleito bispo de Goiás, em 1890, renunciando, no dia seguinte ao de sua sagração, em Roma. Foi bispo coadjutor
com direito à sucessão de São Paulo. Em 1894 foi nomeado arcebispo e transferido para o Rio de Janeiro, onde tornou-se cardeal em 1905. Publicou grande número de cartas pastorais, escreveu também "Síntese de filosofia".
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Depoimentos
"Existia uma escola nesta praça chamada C.R.C. Centro de Recreação e Cultura . Eu estudei nesta escola no Jardim de Infância." Dayse Pessoa
"Até hoje seus familiares vivem no sítio Fundão, município de Arcoverde, a 256 Km do Recife. Eles moram na casa construída em 1712 e no mesmo local ainda existe uma cajazeira com 270 anos. O Cardeal Arcoverde morreu em 1950, mas já em 1948 a então cidade de Rio Branco passou a se chamar Arcoverde em homenagem ao 1º Cardeal da América Latina." Paulo Edson
Fontes: Diversas. Carlos Henrique Brack em Rio Curioso (com permissão)