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Rio de Janeiro, Copacabana.COM Monday, 13-Oct-2008 08:40:18 BRT

Lenny Kravitz em Copacabana


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Home > Música > Lenny Kravitz em Copacabana


Apresentação de Lenny Kravitz em Copacabana

Lenny Kravitz canta para mais de 300 mil pessoas em Copacabana

Segunda-feira, 20 de março, não foi o dia mundial da preguiça no Rio de Janeiro. A chuva, a multidão, o empurra-empurra, a desorganização da prefeitura e da produção, a falta de educação de alguns e o atraso de duas horas não foram motivos para que as mais de 300 mil pessoas que foram à Praia de Copacabana arredassem o pé de lá sem ver o ídolo Lenny Kravitz. Foi o último show do cantor americano no Brasil, dentro da turnê Celebrate, que já havia passado por Porto Alegre, São Paulo e Brasília. Na Cidade Maravilhosa, a tour recebeu o nome de Live in Rio (será que vem por aí um DVD, como o do Rush?).

Quem se arriscou a enfrentar a persistente garoa para ver o show sofreu desde o início. Às 19h30, há meia hora do início previsto, o metrô em direção a Copacabana estava completamente lotado cinco estações antes – ninguém entrava nem saía. Na saída, na Rua Barata Ribeiro (a duas quadras da praia), uma moradora denunciou o início de um arrastão.




Para chegar à praia foi um sufoco. Entre os hotéis Copacabana Palace Hotel e Le Meridién, no Leme, havia mais gente que no badalado reveillon carioca. Nas areias, o primeiro obstáculo foi a falta de organização da prefeitura, que permitiu – ou não fez nada para impedir – que verdadeiras tendas de camelôs se armassem na direção do palco, dificultando a visão de quem não conseguiu um lugar na turma do gargarejo. Pessoas com guarda-chuvas imensos colaboravam para piorar a situação.

Os tais pit-boys fizeram festa. Marrentos, iam esbarrando propositalmente nas pessoas, em busca de briga. Conseguiram algumas. Por causa do calor e do excesso de bebida – vendida livremente, desde uísque paraguaio a mel com pinga em saquinhos – muitas pessoas passaram mal.

Mesmo esperando um público de 500 mil pessoas, a produção pecou em vários aspectos. Da metade da platéia para o final, o som estava péssimo. A visão, idem. Os telões pareciam uma daquelas TVs de 10 polegadas com rádio acoplado. Alegando dificuldades para levar Lenny Kravitz do Copacabana Palace Hotel até a praia, por causa da multidão, a produção anunciou que o cantor se atrasaria. Mas ninguém esperava que ele demorasse duas horas para chegar ao palco, montado em frente ao hotel onde estava hospedado.

Previsto para as 20h, o show começou às 22h10. O início foi morno, com Minister of Rock ‘n’ Roll (“sou ministro do rock and roll”, bradava o cantor”), música do mais recente CD de Kravitz, Baptism. Em pouco tempo, entretanto, o músico conquistaria a platéia, que até foi um pouco arredia em Let Love Rule, não respondendo às vozes de comando. Em português, Kravitz pediu para as pessoas levantarem as mãos, disse que aquela era uma noite especial e que estava feliz de ver os brasileiros pela primeira vez.

E, como um pastor, ele conclamou o público a também agradecer ao Criador.

“Vamos louvar a Deus. Isto é uma celebração”, disse ele, definindo seu show como uma “igreja elétrica”.



Lenny Kravitz no palco na praia de Copacabana

O roqueiro parou Copacabana com seus hits. No repertório do show Lenny Kravitz Live in Rio estiveram as canções Minister Of Rock'n'1Roll, Live, Let Love Rule, It Ain't Over Till It's Over, Where Are We Runnin, Is There Any Love In Your Heart, American Woman, Tunnel Vision, Be, Stand By Me Woman, Fields of Joy, Always On The Run, Dig In, Mr. Cab Driver, Lady, Fly Away, Calling All Angels, Again e Are You Gonna Go My Way.

Tunnel Vision – gravada por Kravitz no álbum Circus, de 95, onde mais uma vez ele demonstra a veia religiosa em músicas como God Is Love – mais parecia um bailão funk dos anos 70, ao estilo James Brown. Foi um dos melhores momentos do show.

Mas quem conhece Lenny Kravitz só do rádio esperava pelos hits. O primeiro não demorou para chegar: It Ain’t Over ’Till It’s Over, anunciada por fogos, fez o público virar. Foi seguida pela contagiante Where Are We Runnin’?, sucesso de Baptism, e American Woman.

Depois de algumas baladas e elogios ao Brasil, o clima esquentou de novo com Always on the Run, outro funkão, do aclamado álbum Mama Said, de 92 (o mesmo de onde saiu It Ain’t Over...). O show acabou um pouco depois, com a música mais esperada da noite: Fly Away, principal hit de Kravitz no Brasil. Para muitos era o suficiente, mas faltava muito ainda. Kravitz fez suspense para o primeiro bis. Apareceu no palco cinco minutos depois de sair, cantando Lady, de Baptism. Seguiu com o hit Again, fazendo uma breve citação de Ain’t No Mountain High Enough, famosa canção gospel americana. Ao som de fogos de artifício, parou mais uma vez, depois de dizer “I love Brasil”, pedir “peace” e, em português, dar o tradicional “muito obrigado”.

Lenny Kravitz em Copacabana

Mas Lenny arrebatou mesmo a platéia com sua música de alta qualidade. Acompanhado de uma banda fantástica – guitarrista, baixista, tecladista, a ótima e irrequieta baterista Cindy Blackman e um naipe de metais – o cantor e guitarrista mostrou a enorme competência que tem para misturar funk, soul, gospel e rock. A pacifista Let Love Rule trazia um órgão típico da gospel music americana. Em Live, que mistura gospel e rock, Kravitz lembra suas origens cristãs, cantando “A vida é o presente mais precioso que eu agradeço a Deus por ter”.

Para o segundo bis, Lenny apareceu sozinho, tocando violão, em um set de baladas. A primeira foi Believe e a segunda, Calling All Angels, tema da novela “Senhora do Destino”, que despertou gritos histéricos nas adolescentes.

Por fim, a banda toda retornou ao palco para o final apoteótico, com Are You Gonna Go My Way?. No palco, um intenso jogo de luzes, uma banda vibrante e um Lenny Kravitz empolgadíssimo. Com sua guitarra em forma de V, ele pulou de um lado para o outro, rasgou a camisa preta e incendiou a multidão. Terminou as duas horas e 10 minutos de um verdadeiro espetáculo. Além de um showman, Mr. Kravitz é um senhor músico.

Grande parte das centenas de milhares de pessoas que foram à Praia de Copacabana conhecia muito pouco ou quase nada da carreira de Lenny Kravitz. No caminho para a praia, um grupo de amigos cantava repetidas vezes a mesma música: Fly Away. Mesmo assim, só um trecho. Um outro grupo, ainda mais leigo, repetia a altos brados: “Lenny Krévit, Lenny Krévit!” (com o “r” bem carioca, sem qualquer língua enrolada).

Nas areias da praia mais famosa do Brasil, eram poucas as camisas do astro americano. Iron Maiden e O Rappa eram as bandas mais estampadas pelos jovens. Muitos dos que usavam alguma coisa do cantor compraram de camelôs. Eram camisas, tops, fitas e bandanas onde o mais difícil era achar o nome de Kravitz escrito corretamente (em quase todos os acessórios, o nome terminava com “s”).

Pouca gente conseguiu cantar do início ao fim as músicas mais conhecidas. Nos lados-B, então... Uma cena foi bastante curiosa: no segundo bis, depois que Kravitz cantou Calling All Angels, duas amigas foram embora, dizendo que já tinham ouvido a música que queriam. Não ficaram para a última música do show, Are You Gonna Go My Way?, a melhor de todas.

Do lado esquerdo do palco, uma área vip misturava centenas de desconhecidos que haviam pago R$ 500 para estar ali e artistas como o cantor do grupo Rappa, Falcão, Preta Gil, e os atores Marcelo Faria, Danton Melo e Marcos Frota, com a filha Amaralina. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, estava com a mulher, Maria Antônia, e contava que muitos conhecidos seus chegaram cedo da Baixada Fluminense para assistir ao show. "Mas a chuva atrapalhou, não fosse isso teria dado o triplo de gente".

Uma multidão de famosos marcou presença no show: Malu Mader e Toni Beloto levaram os filhos Antônio e João, mas o show foi marcado pela presença de casais: Rodrigo Santoro e Ellen Jabour; Caroline Bittencourt e Alvaro Garnero; Daniele Suzuki e Ricardo Pereira; Juliana Paes e Carlos Eduardo; Maria Paula e João Suplicy e Danielle Winits e Cassio Reis, entre outros, mostraram que o som de Kravitz é excelente para namorar e Marcelo Serrado e Rafaela Mandelli foram uns dos que não resitiram ao clima romântico das baladas de Kravitz.

Alguns vips mostraram ser realmente fãs e assistiam ao show pela segunda vez, como os cantores Junior e Luciana Melo, que prestigiaram a apresentação em São Paulo, e Marcelo Faria, que chegou animadíssimo anunciando já ter visto Lenny em Porto Alegre, além deles Marília Gabriela, Camila Pitanga, Júlia Lemmertz, Karina Bacchi, Juliana Paes, Lucas Babin, Eduardo Galvão, Selton Mello, Danton Mello, Ângelo Paes Leme e Daniel Del Sarto também foram curtir o show na praia de Copacabana.

Que Naomi Campbell já virou uma gringa arroz-de-festa, como os cariocas dizem, no circuito da badalação Rio-Angra-São Paulo, todo brasileiro que se preocupa com a vida das celebridades já sabe. Só que ontem, sua saída do show Live in Rio, que Lenny Kravitz apresentou na Praia de Copacabana, zona sul carioca, tão logo o roqueiro terminou de cantar a terceira música, virou um tumulto de grandes proporções. Afinal, a top inglesa tem sido apontada como a nova namorada do roqueiro norte-americano.

O tumulto foi provocado por seus seguranças que agrediram, aos empurrões, alguns fotógrafos que tentavam clicar a saída de Naomi ao lado de seus amigos brasileiros, Alexia Deschamps e o namorado, Carlos Bonow, e Guilhermina Guinle os cliques feitos à distância pareciam incomodá-la, tanto que a modelo se levantou e foi se misturar no meio de outros vips que estavam naquela área.

Mas nem mesmo sua saída estratégica e o fato de estar com seu nome na berlinda, já que estaria vivendo um affair com o cantor, transformou Naomi na predileta dos fotógrafos. Malu Mader, Rodrigo Santoro e Junior, por exemplo, foram muito mais assediados que a top internacional e assistiram ao show até o final. Sem estresse.

No Rio, o cantor quase virou caso de Justiça. Kravitz recebeu uma intimação que o obrigava a revelar o valor do cachê que pediu para se apresentar na cidade. O pedido foi feito pelo Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro, que reclamava do fato de a prefeitura – que estaria devendo pagamentos na área cultural – ter trazido o astro americano ao país para um show gratuito. Chegou-se a um acordo e o músico ficou livre da intimação.

Opiniões

"Vamos fazer isso amanhã de novo?", pergunta um incrédulo Lenny Kravitz diante da multidão de cariocas na praia de Copacabana, ontem à noite, cerca de 500 mil pessoas segundo avaliação da Polícia Militar. "Não, Lenny", poderia ter respondido uma incomodada platéia. Não pelo show em si, bom por sinal, mas pela desorganização. Com certeza, uma boa fatia da galera gostaria de ter visto ao show novamente, não precisando ter de esperar quatro, cinco horas para o seu início na esperança de ver de um lugar um pouco melhor. O problema do atraso, como explicou a voz nos falantes, foi que o artista não estaria conseguindo chegar ao local do show (ele estava no Copacabana Palace - exatamente em frente ao palco). Amadorismo completo.

O palco, baixo demais, só era visível pra quem tinha basquete como hobby e o telão, pequeno demais, era só enfeite. Bem, a saída, como se pode imaginar, foi caótica. Pelo menos 20 minutos para atravessar a multidão e ganhar a liberdade na continuação da orla. Isso porque a polícia fechou a pista lateral em frente ao cinco estrelas e espremeu todo mundo na via próxima da orla. Muita gente deve ter passado mal por ali.

Ao show. Lenny Kravitz alcançou o estrelato com seu "5" e desde então a qualidade musical caiu bastante em relação a seus primeiros trabalhos. Por sorte, ele ainda gosta deles e brindou Copa com diversas de suas canções mais antigas. "Forever be", "Is there any love in your heart?", "Fields of Joy" e "Stand by my woman" estavam na seqüência, magistralmente interpretadas por sua banda. O som também não desapontou. Alto, mas aturável, limpo e bem equalizado, (talvez um pouquinho mais de bateria). Sua voz fez jus a toda frescura que impõe à produção. Lenny Kravitz poderia ser um James Brown; comanda a banda com categoria, sabe dar espaços sem se anular, dança, faz corinhos com a platéia, prega e ainda toca uma guitarrinha esperta.

A platéia se identificava mais com suas coisas mais recentes, como a baba "Again" ou "American woman". Mas, talvez pelo cansaço, não pareceu se empolgar da forma como faz em shows internacionais. Se pelo menos tivéssemos mais desses eventos, as autoridades saberiam como se portar e o que fazer para deixar um acontecimento desse porte uma experiência agradável.

Tumulto no show de Lenny Kravitz na praia de Copacabana

Estou aguardando um show do Lenny desde 1995. Ansiosamente ficava esperando um novo trabalho do cara para quem sabe algum produtor resolvesse trazê-lo ao Brasil. Enfim, meu sonho se realizou. Estava pronto para ver Lenny!

É um pena não ter sido as mil maravilhas. A princípio achei o show na praia uma boa idéia, já tinha visto alguns, como o do Paralamas do Sucesso, por exemplo. Sinceramente eu preferia muito ter pago R$ 200,00 e assistir tranqüilo e calmo no Claro Hall sem me preocupar com assalto, garrafa voando na minha cabeça, favelados, pivetes, arruaceiros, bêbados e as amigas.

Não sou preconceituoso e acredito que diversão é pra todos, mas do que adianta liberar um show desse pra pessoas que conhecem duas músicas no máximo. A diversão é pra todos à medida que todos sejam civilizados. Não é assim aqui no Rio.

O show começou com mais de uma hora de atraso, já que o cantor não conseguia sequer atravessar do hotel Copacabana Palace Hotel para o palco. As ruas que dão acesso á praia estavam impossíveis para andar, muito menos atravessá-las.

Não adianta, o Rio nunca vai voltar ao circuito de grandes shows enquanto essa cambada só ir pra ficar de vandalismo, pegação e putaria. Já assisti show em outras cidades e não é assim. Em São Paulo as pessoas são civilizadas, sabem curtir. Em Porto Alegre a mesma coisa.

Agora me resta esperar uma segunda vinda do cara ao Brasil já que ao Rio acho bem difícil.

Falando do show em si, foi bom. Começou com musicas do novo álbum que a massa não conhecia. Lenny estava comunicativo e falando um bom português com o público. O que animou muito, mas o público estava frio e nada receptivo. O músico chegou ao cúmulo de ficar no ôôOoooooooooÔ num estilo Kiss com o público. Mas nem isso animava a cambada.

Lenny foi ficando saturado da monotonia do público e não dirigia nenhuma palavra, muito menos brincava. Os fantoches só se animaram com as músicas que tocavam em rádios como "Fly Away" e "Again".

Mas agora aprendi a lição.

Lição número 01: Nunca ir ao show em grupinho.

Lição número 02: Evitar shows na praia, se puder ir assistir em São Paulo.

Para garantir a segurança e evitar problemas no trânsito nas imediações do show, a prefeitura criou um esquema especial com a participação de 217 guardas municipais, sendo 111 deles dedicados somente ao controle de tráfego. O esquema contou ainda com quatro motocicletas e seis viaturas da Ctran que estavam percorrendo as principais vias de acesso a Copacabana. Os postos de saúde atenderam 127 pessoas, a maioria por consumo exagerado de bebidas alcóolicas. Houve também muitos casos de cortes nos pés devido à alta quantidade de cacos de vidro na areia. Alguns casos mais graves foram encaminhados para o Hospital Miguel Couto.

Créditos: OFuxico, Glamurama, Redação Terra, Foto Lenny Kravitz: Carlos Mesquita - Jornal O DIA - Edição de 22/03/05, http://fabriciobraga-night.buzznet.com http://slatanick.blogger.com.br/



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