|
|
|
Ari Evangelista Barroso, compositor popular e radialista brasileiro,
nasceu em Ubá, MG a 7 de novembro de 1903. |
Anos depois, seguindo um conselho de um amigo numerólogo, retirou o "Evangelista" do nome. Em sua opinião, não dava certo. Com certeza foi o primeiro compositor popular a assim proceder. Perdeu os pais aos sete anos. Foi criado por sua tia Rita, que o obrigava a estudar por três horas a fio, todo o dia. Compôs sua primeira música, Cateretê, aos 15 anos de idade. Estudou na cidade natal e veio para o Rio de Janeiro em 1920, com uma herança de 40 contos de réis, legada por um tio. Gastou tudo em dois anos, com farras. Dedicou-se à música e começou tocando piano no Cinema Ideal, na Rua da Carioca. Por vezes tocava no Cine Íris, em frente.
Em 1930, no Rio de Janeiro, recém-formado em Direito (após nove anos de curso), ganhou o
concurso carnavalesco do ano com a marcha "Dá nela". Segui-se uma
longa série de sucessos, em diversos gêneros. "Maria" (1932) e
"Na batucada da vida" (1934), ambos com parceria de Luís Peixoto;
"No tabuleiro da baiana" (1937) e "Boneca de pixe" (1938)
com Luís Iglesias; "Na Baixa do sapateiro" (1938);
"Risque" (1952); "Rancho das Namoradas" (1962),
com Vinícius de Morais. Foi iniciador do samba-exaltação com
"Aquarela do Brasil" (1930), lançado por Francisco Alves
com centenas de gravações no Brasil e no exterior.
|
|
Também compôs músicas para revistas teatrais, como "Laranja da China"
e "Brasil do amor". Desde 1934, manteve o programa
A hora do calouro, na Rádio Cruzeiro do Sul, com um estilo
que influenciou outros apresentadores. Tornou-se locutor esportivo a
partir de 1935. Em 1945, foi aos Estados Unidos da América, onde compôs
a trilha sonora do filme, de Walt Disney, "Você já foi à
Bahia?" Em 1946, elegeu-se vereador (UDN), pelo então
Distrito Federal o mais votado da Câmara. Como vereador, bateu-se pelo Direito Autoral, pela construção do estádio do Maracanã e pela implantação da coleta seletiva de lixo..
O compositor faleceu de cirrose hepática, no Rio de Janeiro, a 9 de fevereiro de 1964, num domingo de carnaval, exatamente quando a Escola de Samba Império Serrano entrava na avenida com o samba Aquarela Brasileira (de Silas de Oliveira), feito em sua homenagem.
A ladeira recebeu este nome porque Ari Barroso teve residência ali
no local. A casa onde ele viveu ainda continua lá. Foi vendida recentemente
e os atuais proprietários fizeram uma grande reforma, sem contudo
deturparem as antigas características, devolvendo ao imóvel seu antigo
explendor. Colaboração: Fernando Medeiros
|