Gastão da Cunha Bahiana nasceu na cidade de Teresópolis em 1874. Formado em engenharia pela universidade de Lille, na França, Gastão Bahiana foi o responsável pela construção da Planta Cadastral e da ex-prefeitura do Distrito Federal (1894-1896).
Dentre outros pavilhões, ergueu o governo um palacete destinado a expora riqueza do Brasil expressa em números: o “Pavilhão da Estatística”, projetado pelo professor da Escola Nacional de Belas Artes Dr. Gastão da Cunha Bahiana (1879-1959). Filho e irmão de arquitetos, Gastão Bahiana era um purista, avesso ao estilo neocolonialou aos modernismos que começavam a debicar por aqui. Por este motivo escolheu para o9Milton de Mendonça Teixeira é professor.
O pavilhão num sóbrio estilo Luís XVI, cuja pureza foi prejudicada por estranha cúpula, desenhada por seu sócio Nereu Sampaio. Ambos haviam projetado o prédio do Fórum, algums metros adiante e ainda de pé. Após a exposição, Gastão Bahiana fez gestões para a retirada da cúpula, finalmente obtida em 1930. Este edifício, que depois foi repartição pública e mais recentemente Vigilância Sanitária Portuária, é, portanto, dos raros remanescentes da Exposição Nacional de 1922, constituindo-se em importante bem cultural a ser preservado.
Foi professor catedrático de Perspectiva, Estereotomia e Topografia da Escola Nacional de Bela-Artes e presidente-fundador do Instituto Brasileiro de Arquitetos (1921-1925).
Membro do conselho Diretor do Clube de Engenharia, Gastão Bahiana construiu as igrejas matrizes de Paquetá, a antiga igreja Matriz de Nossa Senhora de Copacabana, em 1909, de Ipanema, de Santa Teresa, além das catedrais de Campos e de Goiás. O professor e engenheiro Gastão Bahiana morreu aos 85, no Rio de Janeiro.