|
Júlio de Castilhos, estudante quieto, tímido, era conhecido como Gaguinho, ou Pato, segundo uns, porque, quando lavava o rosto, espalhava água por todos os lados, como os patos ao bater as asas saindo da lagoa; segundo outros,porque era baixo, esparramado e caminhava gingando.
Continuava, porém, gago do mesmo modo a ponto de não poder responder às perguntas por ocasião dos exames de preparatórios na Instrução Pública. Causava pena ver o esfôrço que fazia para articular qualquer palavra. Não conseguia responder coisa alguma do ponto oral. Suas provas escritas e a boa fama de ótimo estudante lhe valeram as melhores notas, podendo assim ser aprovado, e sempre plenamente.
Mais tarde tornou-se polemista brilhante, advogado e líder Positivista lutou pela abolição da escravatura e pela
queda do Império. Como político, foi duro, implacável, autoritário. Acreditava na ação científica do governo.
Em 1890, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul e participou da Constituinte de 1891.
Foi o primeiro governador do Rio Grande do Sul eleito na fase republicana.

|
Enfrentou, na sua gestão, a a revolta federalista, conhecida como a revolta das degolas, o período mais violento da história gaúcha. Só ao receber, numa caixa de chapéu, a cabeça de Gomercindo Saraiva, compreendeu porque era considerado cruel. Atrás dessa imagem pública, havia o marido de Honorina, capaz de escrever longas cartas
apaixonadas, enciumado até dos pensamentos da mulher. Afastou-se do governo no final do mesmo ano, ante uma série de tumultos e crises políticas estaduais.
|
Em julho de 1892,
à frente de um amplo movimento popular retomou o governo e nomeou vice-governador Vitorino Monteiro, a quem entregou o poder, convocando, a seguir, eleições gerais. Em 1893, na revolução federalista, derrotou os "maragatos" (federalistas e monarquistas, liderados por Gaspar Silveira Martins, que usavam lenços vermelhos) como líder dos "pica-paus republicanos" (adeptos do Estado local forte e autônomo, que usavam lenços brancos).
Foi eleito, por voto direto, reassumindo a chefia do Executivo gaúcho e reformou toda a administração estadual. Governou até 1897, quando transmitiu o cargo a Borges de Medeiros.
Faleceu môço ainda, 43 anos incompletos, vitimado por um mal da garganta (sempre a garganta: a gagueira e, por fim, a morte), durante a operação a que se submeteu, sendo médico Dr. Protásio Alves, com vários assistentes, às seis horas da tarde do dia 24 de outubro de 1903. Antes de dirigir-se para a mesa operatória, beijara a espôsa e os filhos e a uma das filhas dissera: - Filha, sê como a tua mãe... E dirigindo-se ao local, ouvira do médico a palavra - coragem! - ao que respondeu de imediato: Não preciso de coragem, é de ar que eu preciso, perguntando a seguir - Quem me cloroformiza? -

|
Recebido o nome, disse, deitando-se: Bem, estou tranqüilo.
E tranqüilamente morria, instantes depois de operado, antes mesmo de
voltar a si do sono em que fôra imerso pela ação do anestésico.
Seu sepultamento, no dia seguinte, foi assistido pela população em
pêso da capital. Até mesmo seus antigos adversários, em grande parte,
compareceram.
Seu túmulo é uma das obras de arte, em bronze, pleno de simbolismo
positivista, como o monumento que lhe foi erguido, inaugurado em Pôrto
Alegre, na Praça Marechal Deodoro, em 1914, obra do escultor
Décio
Vilares.
|
Depoimentos
"Eu me chamo Julio de Castilho e sou filho de Laurentino Ferreira de Castilho achei muito interessante essa historia sempre quiz saber o motivo do nome do municipio se chamar Julio de Castilho por coincidencia lido com politica tbm sou fiiado num partido politico aqui... adorei... " Julio de Castilho
|
|