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A Rua Anchieta começa na Avenida Atlântica e termina na Rua General Ribeiro da Costa, no Leme.
Local: Leme, Copacabana, Rio de Janeiro
Membros: 1
Última atividade: 14 Jan



José de Anchieta, jesuíta e escritor brasileiro, nascido nas Ilhas Canárias, Espanha, em 1533, Seu pai era natural de Biscaia, sua mãe, natural da Grã-Canária, a maior ilha do arquipélago, vinha de uma família nobre entre os nativos. Na ilha onde nasceu, Anchieta aprendeu a ler e a escrever, além de noções básicas do latim. Ainda bem jovem acompanha seu irmão mais velho à Universidade de Coimbra, onde aperfeiçoou seu latim e algumas ciências teológicas além de dialética e filosofia, o que lhe facilitou o ingresso na Companhia de Jesus aos 17 anos, em 1550 onde ficaria até o fim de sua vida, sempre servindo os princípios da companhia que na época era considerada a "Renovação da Igreja", fundada por Ignácio de Loyola apenas alguns anos antes. Sua primeira atividade entre os jesuítas foi ajudar na celebração de missas, não se contentando com pouco e querendo mostrar trabalho, era comum ajudar em mais de 10 missas diariamente. Dizem que nunca ajudou em menos de 8 por dia.
Essa dedicação, no entanto, causou-lhe logo problemas de saúde, passava mais de 14 horas por dia ajoelhando-se e levantando, o que lhe causava dores. Imaginando ser essa uma prova divina, a dor o fazia se dedicar ainda mais e isso causou-lhe uma lesão que o atormentou pelo resto de sua vida.

Em 1551 parte Anchieta para o Brasil a serviço da Companhia de Jesus, integrando a terceira expedição de jesuítas que veio trabalhar no Brasil, junto com o segundo governador geral, D. Duarte da Costa. Assim aos 20 anos de idade o missionário trocou o Velho pelo Novo Mundo. Conta-se que durante a viagem, ele pediu para ajudar os marinheiros, pois não sabia viver sem ajudar em coisa alguma. Permitiram, então, que ele ficasse junto ao cozinheiro, sendo então ajudante de cozinha. Desembarcou na Bahia, mas foi enviado logo à capitania de São Vicente, onde a Companhia de Jesus era mais presente. Neste local encontrou pela primeira vez o padre Manuel da Nóbrega, que seria seu companheiro de muitas aventuras missionárias neste país.

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Seu trabalho de catequese começou em São Vicente. Deixou essa capitania ainda em 1551, por decisão do padre Manuel da Nóbrega, instalando-se no planalto. Fundou um colégio para os indígenas, em 25 de janeiro de 1554, onde em volta deste núcleo educacional cresceu rapidamente a vila de São Paulo, e no dia 25 de agosto foi celebrada a primeira missa no Colégio. Dedicou-se, sobretudo, à catequese dos índios, tendo escrito para esse fim numerosos autos representados em dias de festas religiosas.
Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio. José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina cristã e a língua brasílica, lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade, escreveu livros em Tupi, foi intérprete junto aos índios tamoios que estavam em batalha contra os portugueses. Nessa época Anchieta escreveu um poema dedicado a Virgem Maria, em 1567 na expulsão dos Franceses que habitavam o Rio de Janeiro Anchieta ajudou Estácio de Sá.

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Deixou várias obras, entre elas "Arte de grámatica da língua mais falada na costa do Brasil" (1595) sobre a língua tupi. Em 1597 uma grave moléstia o atingiu. Sentia-se fraco e com as dores costumeiras cada vez piores. Pediu para que fosse levado para dentro da aldeia na qual por 40 anos ensinara aos índios. Faleceu em Iriritiba no Espírito Santo no dia 9 de julho do ano de 1597 na presença de outros 5 padres. Com isso concluiu seus 64 anos de vida, sendo que 47 destes à serviço da Companhia de Jesus, e 44 dedicados aos índios do Brasil e sua catequese. Sua morte causou dor não somente nos padres do colégio e de toda a Companhia no Brasil, mas principalmente nos índios, que segundo seu ritual o choraram por 7 dias seguidos. Ganhou o título de Abaré, e o de "Apóstolo do Brasil" e é a figura mais famosa na tradição popular, símbolo de todos os sacrifícios na evangelização dos índios. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 1980. Atualmente existe um processo de canonização para que Anchieta seja declarado santo.



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