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Praça Serzedelo Correia
Localizada entre as ruas Siqueira Campos, Hilário de Gouveia e Avenida Nossa Senhora de Copacabana foi construída, em 1893, pela Cia Ferro Carril Jardim Botânico, quando foi inauguração a estação de bondes de Copacabana. Recebeu o nome de Malvino Reis em homenagem ao então diretor da companhia. Era bastante simples: resumia-se a um areal com vegetação rasteira. Sofreu melhoramentos em 1910, na gestão do Prefeito Serzedelo Correia, recebendo, no ano seguinte, o chafarz das Saracuras, que até então estava no patio interno do Convento da Ajuda e que seria, em 1917, transferido para a Praça Gen Osório. |
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Designada Praça Serzedelo Correia por decreto de 1917, em homenagem a Inocêncio Serzedelo Correia, prefeito da cidade (1909-1910). Em 1918, foi inaugurada a nova Matriz de NªSª de Copacabana, na esquina da Rua Hilário de Gouveia, um prédio neo-gótico, projeto de Gastão da Cunha Bahiana, demolida em 1973 sendo substituída por um edifício. No térreo deste prédio funciona, atualmente, a igreja.
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E a Estação de Bondes (esquina da Rua Siqueira Campos) foi demolida nos anos 1950 e substituída pelo primeiro shopping center do Rio de Janeiro, denominado, Centro Comercial de Copacabana.
A Praça sofreu muitas modificações nas décadas de 1940 e 1950.
Em 1992 foi reurbanizada e gradeada. É também conhecida como Praça dos Paraíbas por ser frequentada por operários da construção civil, porteiros e domésticas, em sua maioria nordestinos, em seus momentos de folga.
Todos os Domingos acontece a Feira Livre ao redor da praça.
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Praça Serzedelo Correia nos anos 1950
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Inocêncio Serzedelo Correia, militar, político e economista, nasceu em Belém, no Pará, a 16 de junho de 1858 e morreu no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1932. Estudou, em Belém, matemática e ciências físicas. Com a proclamação da República, foi nomeado, pelo governo provisório, governador do Paraná. Depois foi ministro da Fazenda, em 1890.
Assentou praça voluntariamente no 1º Batalhão de Artilharia da Corte em janeiro de 1874, matriculando-se em março desse mesmo ano na Escola Militar. Aluno distinto em todo o seu curso, era em 1879 alferes do Estado Maior de 1ª classe, voltando à Escola em 1881 para término de estudos, sendo desligado em 1882. Em 1885, capitão de artilharia, só terminando seu curso de engenharia em 1888, sendo imediatamente aproveitado como auxiliar do ensino na Escola Militar. Aí, em julho de 1889, nomeado catedrático da cadeira de Biologia. |
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Em 1890, governador e comandante das armas do Paraná, ainda que tivesse o posto de major, governou de agosto a novembro. Provavelmente a sua atuação nos postos relativos à Proclamação da República e prévios ao grande movimento, autorizariam essa situação aparentemente estranha.
Tenente-coronel por merecimento, em 1892, ocupou sucessivamente três postos durante o governo do Marechal Floriano Peixoto.
Foi eleito deputado à Constituinte federal e à primeira legislatura do Congresso Nacional (1891-1893). Renunciou após nomeação para o Ministério do Exterior em fevereiro de 1892. Foi também ministro da Agricultura de junho a dezembro de 1892 e ministro da Fazenda de dezembro de 1892 a abril de 1893. Ocupou interinamente as pastas do
Interior, da Justiça e da Instrução Pública de março a abril de 1893.
Preocupava-se especialmente com a moeda, crédito e dívidas externas; fundiu o Banco do Brasil com o Banco da República e
criou o Tribunal de Contas. Também foi ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, tendo concluído o porto de Santos e a reforma da Estrada de Ferro Central do Brasil. Em 1894 foi eleito deputado do Pará. |
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Ocupou uma cadeira de deputado federal de 1895 a 1902 e de 1906 a 1908.
Assumiu a prefeitura do Distrito Federal em julho de 1909, tendo sido nomeado pelo presidente Nilo Peçanha (1909-1910). Em sua administração deu ênfase à instrução pública municipal, ampliando a rede de escolas. Deixou o cargo em novembro de 1910. Ocupou por muitos anos a cátedra de Economia Política da Faculdade Livre de Direito. Alguns dos seus trabalhos publicados são: "Reforma da Marinha Mercante", "O Problema Econômico dorasil". |
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Fontes: ABRANCHES, Dunshee. Governos e congressos da República dos estados Unidos do Brasil - 1889 a 1917. São Paulo, 1918; OLIVEIRA REIS, José de. O Rio de Janeiro e seus prefeitos, evolução urbanística da cidade. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, vol.3; SANTOS, Noronha. Esboço histórico acerca da organização municipal e dos prefeitos do Distrito Federal. Rio de Janeiro: Of. Gráfs. O Globo, 1945. Carlos Henrique Brack em Rio Curioso (com permissão)
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