NOITADA EM COPACABANA, 14 de agosto de 1955

Está sendo lançado na França o livro "Soirée à Copacabana, volume 1",de Marcus Wagner, a luta entre a maresia e a fumaça de piano-bar. Trata-se de uma biografia musical em quadrinhos do Rio nos anos 50.

O primeiro volume retrata uma noitada em Copacabana em 1955, três anos antes do nascimento oficial da bossa nova. Uma noitada pelas principais casas noturnas de Copacabana com Antonio Maria, Vinícius de Moraes e sua turma.

Quem quiser conhecer melhor esse projeto convido a visitar o blog BDBOSSA , o TRAILER e o site da editora NOCTURNE, onde poderão escutar parte das faixas que compõe a trilha sonora. O álbum é acompanhado por dois CDs contendo clássicos e raridades.



SINOPSE



Em 14 de agosto de 1955 o Hotel Vogue pegou fogo.

Na boate do Hotel de mesmo nome se reunia a alta sociedade carioca misturada a artistas, intelectuais, políticos, sambistas, playboys internacionais, atrizes de Hollywood, vedetes do teatro revista, enfim, gente das mais diversas origens conviviam na antológica Vogue.

Na Vogue se apresentaram Carmem Miranda, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Dolores Duran, Silvio Caldas, entre outros. O Rio era a Capital do Brasil e a Boite Vogue o epicentro de nossa vida social e cultural.

Em 13 de agosto de 1955, o sábado que precedeu o terrível incêndio, o jornalista Antônio Maria recebe um telefonema de Vinicius de Morais, que morava em Paris e está de passagem pelo Rio.

À partir desse encontro entre os dois grandes amigos — três anos mais tarde o maior inimigo da Bossa Nova e o seu mentor— vamos percorrer a noite de Copacabana, do Bar Michel na Fernando Mendes, passando pelo Cangaceiro, Clube da Chave e encerrando na Boite Vogue na Princesa Isabel, em sua derradeira noite.

Ao longo dessa noitada carioca, encontraremos as figuras mais brilhantes da cena cultural brasileira, Sérgio Porto, Dorival Caymmi, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, intelectuais que atravéz de sua obra e estilo de vida definiram o "ser" carioca. Entre bate papos e frases de efeito que se transformaram em aforismas, assistiremos a números musicais que aconteciam nessas casas naquela época.

Dolores Duran canta acompanhada do jovem Tom Jobim ao piano e com direito a uma canja de Maysa no Clube da Chave, Elizete Cardoso com Moacyr Silva no sax se apresentam na Vogue.

Antes da Bossa invadir a nossa praia a música que imperara era a "fossa", o Rio vivia seu momento existencialista, a pele branca e a alma negra ditavam moda na capital tropical. A geração que criou a Bossa Nova foi a primeira a nascer freqüentando nossas praias. (Há duas décadas atrás o banho de mar era regulamentado por lei)

Para a Bossa Nova o mar e a natureza foi uma infindável fonte de inspiração. A coleção BD BOSSA apresenta a vida no Rio durante essa infiltração do mar no imaginário carioca.

O segundo e terceiro livros conta os casos da vida dos personagens que fizeram a Bossa Nova no Rio de Janeiro, então Capital Federal, no seu auge cultural, econômico e social do governo JK, o presidente Bossa Nova.

Cada livro além das ilustrações e dos Cds, traz um texto sobre cada faixa explicando a sua importância histórica e a imagem da capa de cada disco original.

As histórias são baseadas em biografias, revistas, crônicas da época e depoimentos.

2008-12-02 10:38:44