Estação do metrô Cantagalo

Dona Ofélia, a bancária aposentada da rua Bolívar, me pegou pelo braço no momento exato em que eu, criminosamente, ia dar uma mordida num delicioso pão de queijo, da Casa do Pão de Queijo. Fingi que não ia comer e pedi para embrulhar. Quem sabe não dava para enganar que ia levar pras crianças?

- Oi Luizinho, tudo bem?

- Tudo na paz Dona Ofélia, e a senhora?

- Ah, sabe como é, eu não deixo a peteca cair. Estou indo pra hidroginástica. E a sua mãe vai bem? É dona Edyr, né?

- É sim, vai bem, obrigado.

- Luizinho, você sabe que eu sou antenada, né? Li o seu e-mail no blog de Copacabana. Gostei. Até imprimí.

- Obrigado dona Ofélia, não é bem e-mail, não...

- Olha, aproveita pra falar dos problemas do Metrô Cantagalo.

- Ué, dona Ofélia, o metrô já está com problemas?

- E não é, Luizinho? Você sabe como a gente tem que andar naquela estação. Tem uns pivetes que estão entrando e roubando a gente.

- Mas não me diga dona Ofélia, vou postar sim.

- E tem outra coisa. Você já viu como tem goteira e lugares avisados para gente não escorregar?

- É verdade, já tinha visto sim.

- Pois é, tenho um medo danado que aquela estação desabe na cabeça da gente, igual ao que aconteceu lá em São Paulo.

- Então está prometido, vou escrever no próximo post.

- Vou correr agora pra minha hidro no Olímpico, vou cobrar hein, - e piscando o olho, acrescentou - vai meu filho come o seu pãozinho em paz, a vida é curta. Manda um beijo pra dona Edyr.

E lá se foi a dona Ofélia, feliz da vida no seu roupão atoalhado amarelo, na direção da rua Barão de Ipanema.

Gotas Suspeitas

LOZ - http://iabasse.blogspot.com/

2007-06-14 11:22:27