Preços: R$11,00(qua)
R$13,00 (seg,ter e qui até 17hs)
R$15,00 (seg,ter e qui após 17hs)
R$15,00(sex a dom e feriados até 17hs)
R$18,00 (sex a dom e feriados após 17hs)
Com a estréia do filme "Bloqueio", protagonizado por Henry Fonda, no dia 3 de setembro de 1938 Copacabana recebia mais um cinema que, desde então, vem se mantendo como a principal sala de exibição de filmes do bairro.
Nos anos 40 e 50 o programa completo era assistir ao lançamento no Roxy e, na saída, ir ouvir, em primeira mão, a trilha sonora nas cabines exclusivas da loja de discos Copadisco (que ficava em frente ao cinema, do outro lado da Avenida Copacabana).
Além das exibições dos principais lançamentos do cinema mundial, haviam apresentações de shows de variedades. No grande palco do Roxy haviam duas escadas laterais e, no centro dele, um "semi-fosso" para a orquestra. Por ser um dos cinemas mais importantes da cidade, o Roxy era ponta-de-lança das novidades da indústria cinematográfica, por exemplo no fim da década de 60 era o único cinema do Rio de Janeiro a ter o Cinerama.
O advento dos cinemas com várias salas nos "shopping centers" e a franca decadência dos cinemas de rua, em janeiro de 1991 a empresa proprietária do Roxy fechou o cinema para uma grande reforma que durou três meses.
Na reforma, foi mantido o majestoso hall de entrada e a fachada (marcas registradas do requinte do Roxy), o cinema foi dividido em três salas (Roxy 1, 2 e 3) que ganharam sistemas de áudio e vídeo novos e poltronas confortáveis. Em 1993 houve uma ampliação e revitalização de cinema em imóvel tombado, contemplando novo foyer e reformulação de 03 salas de projeção. Prazo de Execução: Jul/2003 a Dez/2003.
Outros cinemas de Copacabana
Copacabana foi o bairro de maior concentração de cinemas, hoje temos o Roxy e suas 3 salas. Entre os muitos cinemas de Copacabana, já extintos, destacamos:
Cine Jóia
O Cine Jóia, um legítimo poeira. Inaugurado como Cine Hora, a idéia era ser um cinema onde o espectador mataria o tempo, você entrava na hora em que queria e se mandava no momento necessário. A programação era básicamente composta de cinejornais, desenhos animados, pequenos documentários... sobre a tela, estava o relógio para nos situar se já estava ou não na hora do compromisso.
A galeria em que o cinema se localizava era o prenúncio dos shoppings que ainda não tinham tomado conta do Rio. Escadas rolantes, três andares de lojas — algumas de prestígio na época, como a Toulon, a Cascata e a Dijon. O Jóia era um complemento. Mesmo assim, o local acabou ficando conhecido como “a galeria do Jóia”. Foi sempre um cinema esquisito. O funcionário da bilheteria, por exemplo, também era o porteiro e, às vezes, ele tinha que ir ao banheiro. Nessas ocasiões, não ficava ninguém exercendo nenhuma das tarefas. E a gente ali, ouvindo os sinais de que o filme estava começando, sem poder comprar ingresso.
Cinema Rian
Construído por Nair de Teffé (viúva do Marechal Hermes da Fonseca) que juntara suas as últimas economias e construiu o prédio de 4 andares e abriu o cinema, com o nome da Companhia de Teatro que antes fundara e que tinha o seu nome ao inverso Troupe Rian. o Rian era um dos cinemas mais simpáticos de Copacabana, ficava na beira da praia na Avenida Atlântica 2964, entre as ruas Constante Ramos e Barão de Ipanema, foi inaugurado em 28 de novembro de 1942 e demolido em 16 de dezembro de 1983 e constrúido um hotel no seu lugar. Ela explorou pessoalmente o cinema até fazer uma parceria com Luiz Severiano Ribeiro em 1946. O nome original do Rian seria Cine Atlântico. Foi palco do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, na década de 1960. O Rian ficou aberto em 75 pegou fogo e na sua existencia passou por reformas que reduziram os seus 1130 lugares originais para 922 assentos.
Carlos Drummond de Andrade na sua crônica Os Cinemas Estão Acabando disse:
“Esse Rio de Janeiro! O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian. Em seu lugar havia um canteiro de obras. Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso. Não havia Caruso. Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras. Aí alguém lhe disse: “O banco comprou.” ”
O Alaska na Galeria Alaska, no Posto 6 era o único cinema em Copacabana que, por ser em anfiteatro, com cadeiras altas, não importava quem se sentasse na sua frente - a visão era perfeita!
O Riviera, que virou Cinema II e, mais tarde, Studio Gaummont.
O Alvorada, no Posto 6 (a primeira sala de arte do Rio).
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